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Dinheiro e Negócios

A guerra milionária no Corinthians pela gestão do Fiel Torcedor e da bilheteria

Corinthians negociava com o Ticketmaster, que ofereceu R$ 250 milhões. Mas empresa abandonou o negócio após proposta vazar

16/02/2026 20:05, atualizado 16/02/2026 22:10
José Manuel Idalgo/Agência Corinthians
Imagem do estádio do Corinthians mostra visão desde as cadeiras centrais, com o gramado e as cadeiras vazias

O Corinthians tem protagonizado uma guerra milionária entre empresas que querem assumir a gestão do Fiel Torcedor, programa de sócio-torcedor do time, e a bilheteria dos jogos na Neo Química Arena. A disputa tem repercutido na política interna do clube de futebol.

Ao menos duas empresas disputavam o negócio: a gigante norte-americana Ticketmaster e a startup brasileira Ingresse. Em meio às negociações, no entanto, a proposta da Ticketmaster vazou.

Para assumir a gestão do programa de sócio-torcedor do Corinthians, a Ticketmaster oferecia contrato de cinco anos com antecipação de recebíveis de R$ 100 milhões na primeira temporada, R$ 150 milhões no segundo ano e um patrocínio direto ao time no valor de R$ 40 milhões.

Além disso, a empresa se propôs a criar uma plataforma personalizada para experiências aos torcedores corintianos e integração com grandes eventos internacionais.

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Em troca, a Ticketmaster ficaria com 8% sobre a venda bruta de ingressos e 10% sobre a arrecadação bruta do Fiel Torcedor.

A empresa norte-americana, no entanto, não gostou do vazamento e retirou a proposta. Dentro do Corinthians não faltam especulações. Entre elas, a de que o vazamento teria sido proposital e feito por altos executivos do clube, já que apenas alguns integrantes da direção tinham acesso ao que era negociado com a Ticketmaster.

A Ingresse continua no jogo, mas não se pronunciou sobre o assunto. Há, ainda, as empresas que já atuam no negócio — e com contratos que não estão perto de acabar. A Ligatech é responsável pelo controle de acesso ao estádio e a One Fan cuida do Fiel Torcedor, da bilheteria e do aplicativo Universo SCCP. Nos dois casos, se rompesse os contratos, o Corinthians teria que pagar multa rescisória e/ou ressarcir os valores investidos pelas empresas.