Construtora Gafisa resiste ao nono pedido de falência
Rodeada de polêmicas, construtora acumula prejuízos e tenta escapar de processos judiciais movidos por credores

A Gafisa tenta se livrar de mais um pedido de falência. O nono do tipo apresentado por credores da construtora ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Desta vez, a ação foi movida por uma ex-funcionária terceirizada que cobra R$ 1,3 milhão da empresa que acumula polêmicas e prejuízos.
Em todos os nove casos, a Gafisa recorreu ao mesmo mecanismo para driblar o risco de falência: o depósito elisivo. Na prática, trata-se de um caução do valor da causa apresentado pela empresa. O objetivo é garantir que a construtora tem condições de arcar com possíveis condenações sem entrar em colapso.
Não faltam motivos, no entanto, para a preocupação com a situação financeira da Gafisa. No último balanço apresentado, do terceiro trimestre de 2025, a construtora declarou um prejuízo de R$ 92,1 milhões. No acumulado dos últimos 12 meses, as ações da Gafisa na B3 registraram desvalorização de 84,6%.
Pesa, também, o andamento de investigações policiais contra um dos principais acionistas da construtora, o empresário Nelson Tanure. Considerado como “sócio oculto” do Banco Master, Tanure foi alvo da segunda fase da operação Compliance Zero.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPara além disso, em dezembro de 2025, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Tanure por suposto uso de informação privilegiada (insider trading) e manipulação em operações de aumento de capital da Gafisa, referentes ao período de 2019-2020. A denúncia foi aceita pela 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo em janeiro de 2026.




