SP: vereador quer que MP cobre Nunes para evitar tragédia no Carnaval
Nabil Bonduki quer que MP realize reunião urgente para prefeitura apresentar medidas para mitigar risco de uma tragédia em São Paulo
atualizado
Compartilhar notícia

O vereador Nabil Bonduki (PT) enviou ofício ao Ministério Público (MP) pedindo que a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social cobre da prefeitura de São Paulo medidas para mitigar o risco de uma tragédia durante o Carnaval de rua da cidade. No pré-Carnaval, dois megablocos tiveram superlotação e confusão, com pessoas passando mal.
No sábado (7/2), a estreia de Ivete Sangalo no Carnaval paulistano levou centenas de milhares de pessoas ao Ibirapuera. A PM já vinha alertado do risco de uma “tragédia” – com essas palavras – quando o bloco passasse em frente ao prédio da Alesp, com afunilamento do espaço para os foliões. Para evitar a tragédia, Ivete chegou a parar 40 minutos sem cantar, orientando o público. O plano de contingência para superlotação precisou ser ativado.
Já no domingo (8/2), a concomitância de dois megablocos na Consolação gerou enorme tumulto, com muita gente passando mal durante a apresentação do DJ Calvin Harris no Bloco da Skol. A superlotação foi tanta que o público derrubou a grade da Escola Paulista de Magistratura para conseguir respirar. Centenas precisaram de atendimento médico.
“Ressalte-se que tais fatos não se apresentam como episódio isolado, mas como sinal de um cenário que tende a se acirrar com a proximidade das datas oficiais do Carnaval, compreendidas entre os dias 14 e 18 de fevereiro de 2026, e do “Pós-Carnaval”, compreendido entre 21 e 22 de fevereiro de 2026. Nesse período, é previsível o aumento significativo da circulação de munícipes e turistas, bem como da ocupação intensiva do espaço urbano, o que potencializa riscos à segurança, à mobilidade urbana e ao adequado usufruto da cidade”, escreveu Bonduki.
No ofício, o vereador pediu que o MP realize reunião institucional urgente com a presença do mandato e de representantes do Ministério Público, da Polícia Militar e de agentes vinculados às diferentes Secretarias Municipais responsáveis pelo planejamento, autorização, fiscalização e execução do Carnaval de Rua de São Paulo.
“A reunião teria por finalidade a prestação de esclarecimentos sobre os critérios adotados no planejamento do evento, especialmente no que se refere à definição de trajetos, horários, dimensionamento de público, estratégias de segurança, mobilidade e prevenção de riscos, bem como a avaliação de medidas para evitar a repetição de situações como as verificadas no dia de hoje”, escreveu ele, em ofício enviado no domingo. Ambos os blocos que tiveram problemas eram ações de marketing de patrocinadores oficiais do carnaval paulistano.
Para Bonduki, “o conjunto de imagens e relatos sugere uma clara inversão de prioridades na condução do evento, na qual a maximização de exposição de marcas e a realização de ações promocionais de grande impacto visual parecem ter prevalecido sobre protocolos de segurança e orientações operacionais das forças policiais”.

