Demétrio Vecchioli

Prefeitura cede e praça na Vila Mariana seguirá com campo de grama

Obra previa a substituição de gramado por grama artificial e enfrentou protesto de moradores na semana passada

atualizado

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Cedida ao Metrópoles
Moradores protestam com faixas
1 de 1 Moradores protestam com faixas - Foto: Cedida ao Metrópoles

A subprefeitura da Vila Mariana, frequentadores da Praça Rosa Alves da Silva e a Federação Paulista de Rugby (SP Rugby) acertaram uma série de compromissos nesta segunda-feira (22/12) para que a o campo de grama natural da praça na zona sul de São Paulo, na divisa entre a Vila Mariana e o Cambuci, não seja substituído por grama artificial, como previa uma obra contratada pela prefeitura. O arranjo foi intermediado pelas vereadoras Renata Falzoni (PSB) e Marina Bragante (Rede).

Esta coluna mostrou que, no começo da semana passada, moradores protestaram contra o início das obras de R$ 4,4 milhões que previam que o “campão” — um grande gramado usado pela comunidade para atividades recreativas e esportivas — fosse transformado em um campo artificial para ser utilizado exclusivamente para a prática de rúgbi. Só a instalação da grama sintética iria custar R$ 800 mil aos cofres públicos. O restante da estrutura do novo campo de rúgbi sairá por R$ 1 milhão. Ao longo da semana, o contrato foi aditado e passou a ser de R$ 5,5 milhões.

Na reunião desta segunda, a subprefeitura da Vila Mariana se comprometeu a fazer alterações no plano de trabalho, com mudanças pontuais no escopo do projeto. A principal delas, que a grama natural seja mantida, e que o campão continue sendo multiuso. Como a obra ficará mais barata, a subprefeitura vai estudar ampliar o “parcão”, um espaço cercado para animais. Isso porque uma das preocupações dos esportistas é que o campo de rúgbi não seja usado como sanitário de cachorro.

“A grama natural no lugar da sintética é uma vitória importante, assim como a ampliação do parcão (cachorródromo), que está em estudos pela subprefeitura. Um ponto de atenção, para o futuro, será a manutenção e o manejo da grama natural, para que o espaço não fique degradado em questão de meses, como se encontra no momento”, diz a vereadora Renata Falzoni.

De acordo com o gabinete de Falzoni, a ampliação do gramado, para ter o tamanho de um campo oficial, não vai demandar o corte de árvores, como temiam moradores. Algumas árvores não consolidadas (de plantio recente) serão transplantadas dentro da própria praça. Além disso, a subprefeitura teria se comprometido a avaliar a possibilidade de incluir piso drenante no parquinho infantil.

Os moradores reclamavam que a substituição de grama natural por gramado sintético, de plástico, borracha e base asfáltica, contribui para aquecimento local (ilhas de calor), aumentando a demanda por refrigeração nos arredores. Além disso, o micro plástico é carregado para córregos e rios, e a troca da grama viva por plástico elimina a biodiversidade do solo e inviabiliza a permeabilidade natural, de acordo com os moradores.

 

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