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Ypê: médico cita riscos de usar itens que não seguem normas da Anvisa
O médico Vagner Vinícius Ferreira lista os riscos de utilizar produtos sem procedência e fora das normas da Anvisa, como ocorreu com a Ypê
atualizado
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Entre os assuntos mais comentados no Brasil, consta a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para recolher produtos da marca Ypê após ter identificado irregularidades no processo de fabricação. A coluna Claudia Meireles conversou com um médico sobre os perigos de usar itens que não seguem as normas sanitárias da agência.
De acordo com o médico Vagner Vinícius Ferreira, do Hospital Mantevida, de Brasília (DF), o uso de produtos de limpeza sem procedência e fora das normas sanitárias representa um “risco à saúde”.
O especialista explica que produtos como esses podem conter substâncias em concentrações inadequadas e potencialmente tóxicas. Ele pondera que os problemas mais comuns, após o uso, costumam ser irritação nos olhos, alergias na pele, tosse, falta de ar e intoxicações respiratórias.
“Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, como asma e bronquite, tendem a ser os mais vulneráveis aos efeitos dessas substâncias químicas“, sustenta Vagner. Na avaliação do médico, muitas pessoas acreditam, por serem utilizados no dia a dia, esses produtos são inofensivos, mas a realidade é bem diferente.
O especialista orienta utilizar apenas produtos regularizados, além de verificar rótulos e evitar substâncias vendidas sem identificação ou em embalagens reutilizadas. “Segurança dentro de casa também depende de cuidados simples, mas fundamentais”, frisa Vagner Vinícius.

Anvisa e Ypê
Publicada na terça-feira (5/5), a decisão da Anvisa também suspendeu a produção, venda, distribuição e uso dos produtos da Ypê, como detergentes, desinfetantes e sabões líquidos para roupas. Os itens foram fabricados na unidade da Química Amparo, no interior de São Paulo. O recolhimento envolve todos os lotes com a numeração terminada em 1.
Conforme a determinação da agência reguladora, os produtos da marca Ypê desse lote podem estar contaminados pela bactéria Pseudomonas aeruginosa. Nessa sexta-feira (8/5), a empresa contestou a medida e entrou com um recurso contra o recolhimento dos produtos de limpeza.
A ação da Ypê suspendeu temporariamente a proibição de fabricação e da venda de alguns produtos da marca. Mesmo assim, a Anvisa manteve a recomendação para as pessoas não usarem os itens da marca.
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