
Claudia MeirelesColunas

William e Kate “lideram movimento” para expulsar príncipe Andrew
Para biógrafa real, o príncipe e a princesa de Gales não suportam o tio, envolvido em escândalo de exploração sexual com Jeffrey Epstein
atualizado
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William e Kate Middleton estariam liderando um movimento para expulsar Andrew e Sarah Ferguson do palácio Royal Lodge, na Inglaterra. Segundo a biógrafa real Tina Brown, o príncipe e a princesa de Gales “não suportam” o tio.
Andrew, de 65 anos, declarou recentemente que abrirá mão de seus títulos e honrarias reais que lhe restaram diante do mais recente escândalo envolvendo o empresário americano Jeffrey Epstein. Sua ex-esposa, Sarah Ferguson, também não será mais associada ao título “duquesa de York”.
Para Tina Brown, o fato de o polêmico membro real ainda morar em Windsor “ameaça estragar o lar eterno de Kate e William”, que é Forest Lodge, a poucos quilômetros de Royal Lodge. O casal deve se mudar para sua nova residência com seus três filhos, George (12 anos), Charlotte (10) e Louis (7), no mês que vem.
“A menos que Andrew possa ser persuadido a se banir para uma casa de campo na propriedade Balmoral ou uma vila confortável em um campo de golfe em Dubai, seu rosto carrancudo e queixo caído continuará a se infiltrar na consciência nacional”, escreveu a biógrafa real no Fresh Hell Substack.
A jornalista declarou que o príncipe e a princesa de Gales estão se perguntando: “Como você faz desaparecer um homem de 1,80 m de altura, 86 kg e 65 anos, com boa saúde e um contrato de ferro para viver na antiga mansão da rainha mãe, a poucos passos do Castelo de Windsor e a apenas seis quilômetros do novo lar ‘eterno’ do príncipe William e de Kate, que não o suportam?”.
Renúncia aos títulos reais
O Palácio de Buckingham anunciou, na última sexta-feira (17/10), que o terceiro filho da rainha Elizabeth II, o príncipe Andrew, renunciou aos seus títulos reais.
Em comunicado, o então duque de York – envolvido no esquema de exploração sexual de menores criado pelo empresário condenado Jeffrey Epstein, morto em 2019 – revelou que a decisão foi tomada mediante uma conversa com o monarca britânico e com o restante da família real.

Entenda
- Em 2019, Andrew já havia renunciado às funções na realeza por ter sido alvo de acusações de agressão sexual devido aos laços com o empresário norte-americano Jeffrey Epstein.
- Em janeiro de 2022, ele foi destituído de seus títulos militares pela própria mãe, a rainha Elizabeth II, enquanto defendia um processo civil movido por Virginia Giuffre. O caso foi encerrado com um acordo milionário.
- Porém, uma nova reviravolta foi desencadeada devido a uma revelação do tabloide The Sun on Sunday, que trouxe à tona e-mails inéditos trocados entre Andrew e Epstein.
- Em uma mensagem enviada em 29 de fevereiro de 2011 – um dia após a divulgação da foto do duque com Giuffre – o príncipe afirmou ao financista: “Estamos juntos nisso”.
A troca de mensagem entre Andrew e Epstein contradiz a declaração do duque de York em entrevista à BBC Newsnight, em 2019. Ele alegou que teria cortado relações com Epstein três meses antes e afirmou não se lembrar de ter conhecido a suposta vítima.
Outro escândalo envolvendo o príncipe, como sua relação próxima com um espião chinês, aumentou a pressão para que a família real britânica tomasse uma atitude definitiva.
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