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Web 2.0 x Web 3.0: saiba qual a diferença da evolução da internet

As gerações de serviços de internet Web 2.0 e Web 3.0 diferem na forma como os usuários interagem com a internet

atualizado 11/08/2022 12:55

We Are/Getty Images e Imagem cedida ao Metrópoles

Caso ainda não esteja familiarizado com a diferença entre a Web 2.0 e a Web 3.0, é preciso se atualizar para entender melhor os requisitos dessa inovação. A internet como a conhecemos passou por muitas etapas.

As gerações de serviços de internet Web 2.0 e Web 3.0 diferem na forma como os usuários interagem no ambiente.

A seguir, entenda mais sobre o assunto:

2.0

A Web 2.0 pode ser definida como a segunda geração de serviços de internet destinados a facilitar a interação dos usuários com o conteúdo da web, diferentemente da antecessora, conhecida por ter os sites estáticos. A versão tinha a velocidade e o processamento de sites lentos e extremamente simples.

No início dos anos 2000, houve a ascensão da Web 2.0, meio em que os usuários não só acessavam as páginas, mas interagiam com elas. Um exemplo seriam os sites, como o famoso Orkut. Na plataforma, os inscritos podiam criar comunidades e publicar comentários. Foi nessa época que nasceram as gigantes da tecnologia, como YouTube, Instagram, WhatsApp e Facebook.

Foto colorida. Ícones de aplicativos na tela de um celular
Aplicativos da Web 2.0

Funcionamento

A vida com a Web 2.0 se tornou mais fácil, pois tivemos acesso a todo tipo de informação praticamente de graça. Porém, existe aquele velho ditado: se você não está pagando, é porque provavelmente o produto é você. Na versão 2.0, os dados dos usuários são os produtos que essas redes sociais vendem para terceiros, empresas que pagam para poder anunciar nessas plataformas.

E como funciona isso? As redes sociais atraem os usuários para a plataforma a fim de extrair seus dados. Depois de conseguir as informações, os anúncios são direcionados ao seu público-alvo. Podemos observar, então, que a Web 2.0 tem duas características principais. São elas: a maior interatividade entre usuários e a extração de dados.

Foto colorida. Emojis em frente a tela de celular
As pessoas são atraídas para as plataformas

3.0

Toda essa discussão sobre privacidade e violação dos dados dos usuários impulsionou a idealização de um novo conceito de internet. Eis que começou a surgir a Web 3.0

A Web 3.0 teve início com o objetivo de dar ao usuário o poder de propriedade dos seus dados, se utilizando de uma rede descentralizada para fazer isso. Ao contrário da falsa sensação de propriedade que as empresas centralizadas da versão 2.0 forneciam.

Foto colorida. Robô sentando e usa um computador
A Web 3.0 faz uso da inteligência artificial

Aplicativos da Web 2.0 incluem páginas da web bidirecionais, sites de vídeo, podcasts e blogs pessoais. Já a versão mais avançada permite o desenvolvimento de aplicativos inteligentes que podem aproveitar os recursos de aprendizado de máquina e inteligência artificial. Ambientes virtuais multiusuário, portais 3D e jogos integrados são exemplos da Web 3.0.

Foco

Os usuários, construtores e blogueiros dessa nova plataforma de internet são os verdadeiros detentores de seus dados. A Web 3.0 elimina a necessidade de intermediários centralizados e introduz a homogeneidade de dados, pois o foco dessa versão é o empoderamento do inscrito, proporcionando maior segurança, privacidade e confiança.

E aí, caro leitor: qual web você escolheria para chamar de sua? A versão 2.0, que se concentra no crescimento da comunidade, ou a 3.0, que visa capacitar os indivíduos?

 

(*) Caroline Kalil é consultora de direito digital, investidora de criptomoedas, colecionadora de NFTs com certificação em KYC Blockchain Professional pela Blockchain Council, e blockchain development pela Consensys, além de autora do e-book O Metaverso Simplificado

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