
Claudia MeirelesColunas

Vale pagar mais? Nutri revela se frutas premium trazem vantagens reais
Vale pagar mais caro pelos benefícios nutricionais? Especialista revela se frutas premium entregam mais saúde ou se o básico já é suficiente
atualizado
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Com o crescimento do interesse por alimentação saudável, frutas como pitaya, kiwi, romã e figo ganharam status de “superalimentos” — no entanto, carregam preços mais altos. Com isso, fica a dúvida: será que elas realmente oferecem vantagens nutricionais que justificam o investimento?
De acordo com a nutricionista Larissa Aparecida Silva Aires, da Tempo Med Operadora de Saúde, o valor de uma fruta não está no preço, mas na sua composição.
“O valor nutricional não está ligado ao preço. É totalmente possível atingir boas quantidades de fibras, vitaminas e minerais com opções acessíveis. O que mais impacta a saúde é o padrão alimentar como um todo”, afirma.
Preço não define qualidade
Apesar da percepção de que frutas mais caras seriam mais completas, a especialista explica que o custo está ligado a fatores como sazonalidade, logística e disponibilidade, e não a uma superioridade nutricional.
“Não existe uma superioridade geral entre frutas mais caras e mais baratas. O custo costuma refletir muito mais questões de mercado do que benefícios à saúde”, explica.


O que cada fruta oferece
Algumas frutas consideradas “premium” têm, sim, bons atributos nutricionais — mas não exclusivos.
A pitaya, por exemplo, contribui para o intestino por conta das fibras e do efeito prebiótico.
“Ela auxilia a microbiota intestinal, mas não traz benefícios exclusivos quando comparada a outras frutas comuns”, diz.
Já o kiwi se destaca mais:
“Possui alto teor de vitamina C, auxilia na digestão e tem evidências na melhora da constipação intestinal”, explica.
A romã também chama atenção pelo potencial antioxidante.
“É rica em polifenóis, com ação anti-inflamatória, mas outras frutas também oferecem benefícios semelhantes”, pontua.
O figo, por sua vez, costuma ser visto como sofisticado — o que pode gerar uma percepção distorcida.
“Ele é nutritivo, tem fibras e minerais, mas não oferece nada exclusivo em relação a frutas mais acessíveis. O valor mais alto está ligado à menor produção e à logística”, afirma.
Quando é preciso ter atenção
Entre as frutas menos comuns, a carambola exige cuidado em casos específicos.
“Deve ser evitada por pessoas com comprometimento renal devido à presença de substâncias tóxicas para esse grupo. Para indivíduos saudáveis, o consumo é seguro”, orienta.

Vale a pena investir?
Na prática, incluir frutas mais caras pode ser interessante — mas não é uma necessidade.
“Vale a pena se a pessoa gosta, tem condição financeira e quer variar a alimentação. Porém, os benefícios podem ser encontrados em frutas mais simples”, diz.
A nutricionista também alerta para o risco de transformar alimentação saudável em algo inacessível.
“Existe, sim, um risco de gourmetizar a alimentação e criar a ideia de que comer bem exige alto custo. O básico bem estruturado já é suficiente e eficiente.”

O que realmente faz diferença
Mais importante do que escolher frutas “da moda” é garantir variedade e equilíbrio no dia a dia.
“O ideal é variar ao longo da semana, incluir diferentes cores e priorizar a fruta in natura, que mantém mais fibras”, explica.
Ela também destaca estratégias simples que potencializam os benefícios:
“Combinar frutas com outros nutrientes, como fibras, proteínas ou gorduras, ajuda no equilíbrio metabólico. E usar fontes de vitamina C junto a refeições com ferro vegetal melhora a absorção.”
No fim, a lógica é simples: não é o preço da fruta que determina seu valor na dieta, mas a constância e a qualidade das escolhas ao longo do tempo.
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