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Primo da rainha é condenado por assediar convidada em castelo familiar

Chamado de "o primo playboy da rainha", Simon estava embriagado e forçou a entrada no quarto da mulher de 26 anos, no ano passado

atualizado 23/02/2021 18:22

Simon Bowes-Lyon e rainha ElizabethJeff J Mitchell/Tim Graham/Getty Images

“Amigo a gente escolhe, parente a gente atura.” Quem está com a máxima na mente nesta terça-feira (23/7) é a rainha Elizabeth II. Um primo da monarca foi condenado pela Justiça britânica por agredir e atacar sexualmente uma mulher de 26 anos que se hospedou na propriedade da família dele, o Castelo de Glamis, situado na cidade escocesa de mesmo nome. Com 34 anos, Simon Bowes-Lyon assumiu o crime, cometido em fevereiro do ano passado. Há 10 meses preso, ele aguarda a pena, que será anunciada futuramente.

Chamado de “o primo playboy da rainha”, Simon estava embriagado e forçou a entrada no quarto da mulher, com identidade em sigilo por motivos legais. O ataque durou 20 minutos e a vítima conseguiu escapar, de acordo com o Tribunal do Xerife de Dundee. Sentado no banco dos réus, o aristocrata foi adicionado ao registro de criminosos sexuais por 10 anos. Responsável pelo caso, o xerife Alistair Carmichael ignorou um apelo do advogado do primo da rainha para suspender a pena.

Na avaliação de Carmichael, o único veredito cabível é a prisão, por ser uma ofensa gravíssima. “Você foi até o quarto dela e a persuadiu a abrir a porta, entrou, empurrou-a na cama, agarrou-a com força e tentou puxar a camisola para cima. Ao longo de tudo isso, ela deixou claro que queria que você parasse”, disse o xerife. A autoridade completou: “Ela não tinha nenhum interesse sexual em você e não fez nada que pudesse ser interpretado pelo contrário. Ela estava com medo a ponto de trancar a porta e colocar uma cadeira sob a maçaneta”.

Simon Bowes-Lyon
Simon deixa o tribunal algemado

Depois do primeiro abuso, ele tentou voltar pela segunda vez ao quarto da mulher, conforme explicou o xerife. A vítima ficou em pior estado pelo fato de Simon ser o anfitrião de uma festa para uma revista de lifestyle de luxo. Os convidados fizeram um tour pelo castelo, passearam de helicóptero e degustaram gim. “A sentença deve refletir a gravidade deste crime e a necessidade de punição para expressar adequadamente a desaprovação da sociedade”, defendeu Alistair Carmichael.

Devido ao abuso, a vítima precisou ser submetida à terapia cognitivo-comportamental e tem ataques de pânico um ano após o ocorrido, segundo depoimento da mulher de 26 anos. O caso ganhou grande proporções na época, inclusive o jornal britânico Daily Mail foi um dos primeiros a divulgá-lo. Com a cobertura da imprensa, Simon Bowes-Lyon emitiu um comunicado: “Quando compreendi o que havia feito, logo pedi perdão. Reconheço, ainda assim, que o álcool não é desculpa para o meu comportamento”.

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Realeza

Denominado de Lord Glamis, o aristocrata detém os títulos de conde de Strathmore e de Kinghorne. Ele circula na alta sociedade europeia e tornou-se amigo de celebridades, como a modelo Poppy Delevingne e o socialite Hugo Taylor. Filho mais velho de Michael Bowes-Lyon com Isobel Weatherall, Simon é primo de segundo grau da rainha Elizabeth II, sendo o pai dele primo de primeiro grau da soberana britânica.

A família de Simon é dona do Castelo de Gramis, casa de infância onde viveu a Rainha Mãe, Isabel Bowes-Lyon. Famoso, o endereço integra também a casa de Macbeth, da peça de William Shakespeare. Com a morte do pai, em 2016, ele herdou parte de uma propriedade avaliada em 40 milhões de libras, o equivalente a R$ 306 milhões. Os jornais britânicos procuraram os assessores do Palácio de Buckingham, que ainda não se manifestou a respeito da condenação.

Simon Bowes-Lyon
Primo distante da rainha Elizabeth, Simon abusou de uma mulher de 26 anos, em fevereiro de 2020

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