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Prêmio Engenho Mulher celebra trajetórias femininas que inspiram o DF
A 4ª edição do Prêmio Engenho Mulher homenageou o legado de impacto social de Ana Paula Bernardes, Anabelle Gomes e Cristiane Sobral
atualizado
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Desde 2013, o Prêmio Engenho Mulher – Reconhecimento a quem nos Transforma celebra a força feminina como agente de impacto e mudança no Distrito Federal. Nessa segunda-feira (25/5), a iniciativa, idealizada pela jornalista Katia Kubel, comemorou a 4ª edição no Museu de Arte de Brasília (MAB) e homenageou três lideranças que promovem mudanças sociais por meio da educação, da cultura e da sustentabilidade: Ana Paula Bernardes, Anabelle Gomes e Cristiane Sobral.
Cada uma à sua maneira, as homenageadas representam trajetórias marcadas por coragem, resiliência e compromisso coletivo. A escolha dos nomes, entre mais de 30 indicações, foi definida por um júri formado pelas jornalistas Claudia Meireles,colunista do Metrópoles, Basília Rodrigues, Márcia Zarur, Neila Medeiros, Paola Lima e Sibele Negromonte.

A cerimônia foi bastante prestigiada e reuniu empresários, comunicadores, autoridades e lideranças femininas do Distrito Federal.
Entre elas, a secretária da Mulher do DF, Jaqueline Aguiar; a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira; a secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani; e a deputada distrital e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, Jane Klebia (Republicanos-DF).
4ª edição do Prêmio Engenho Mulher celebra protagonismo feminino no DF
Ao dar boas-vindas aos convidados, Katia Cubel destacou a importância de manter o engajamento da sociedade no reconhecimento de mulheres que inspiram outras mulheres a transformar realidades.
Ao longo do discurso, a jornalista ressaltou que as vencedoras desta edição simbolizam trajetórias marcadas pela coragem, mesmo diante de cenários adversos.

“Muitas vezes sozinhas, em cenários de escassez, elas tomam decisões que deixam o mundo melhor para todas nós. Descobrem dentro de si uma força transformadora e vão à luta protagonizando até mesmo o improvável”, afirmou Katia Kubel.
A força dessa transformação também ficou evidente na apresentação da cantora, compositora e arranjadora Rebecca Pacheco, formada pelo projeto social Instituto Reciclando Sons, conduzido há mais de 26 anos pela maestrina Rejane Pacheco, na Estrutural.
“Rebecca é uma artista jovem, completa e extremamente talentosa. Nós, mulheres que temos voz, espaço e orçamento, precisamos impulsionar talentos como o dela”, destacou a idealizadora do prêmio.

Mulheres que transformam ambientes
Em meio ao clima de celebração, as homenageadas receberam reconhecimento pelos trabalhos desenvolvidos em diferentes áreas. Entre elas, Anabelle Gomes, presidente da Rede Sementes do Cerrado, contou à coluna Claudia Meireles um pouco da trajetória da instituição e explicou como o projeto vai além da recuperação ambiental.

“A rede atua há cerca de 20 anos em Brasília. Ela nasceu dentro da Universidade de Brasília (UnB), muito da ideia de utilizar o conhecimento acadêmico em prol da restauração ambiental — que não é feita apenas de sementes, mas de pessoas”, resumiu.
Segundo Anabelle, as comunidades tradicionais e os povos que vivem em territórios preservados ocupam papel central nesse processo, especialmente as mulheres.
“Nós trabalhamos com as comunidades participando de todas as atividades da restauração, pensando quais áreas e espécies serão recuperadas dentro dos próprios territórios. A maior parte disso é construída de mulheres para mulheres”, destacou.
Biblioteca comunitária
Também homenageada da noite, Ana Paula Bernardes emocionou os convidados ao compartilhar a trajetória da biblioteca comunitária Roedores de Livros, projeto criado há duas décadas na Ceilândia para incentivar o prazer pela leitura entre crianças e adolescentes.
Professora aposentada da Secretaria de Educação, Ana Paula contou que a iniciativa nasceu da vontade de apresentar a literatura de forma mais afetiva, distante da obrigação escolar.

“A escola usa a literatura para alfabetizar, ensinar ou trazer uma moral. Já eu queria discutir a leitura como forma de encantamento”, frisou.
Segundo ela, o projeto ganhou força após um incentivo do escritor Ziraldo (1932-2024). “Estive em uma biblioteca na Asa Norte para prestigiá-lo e contei sobre minha vontade de iniciar um projeto de leitura fora da escola. Na mesma hora, ele chamou os responsáveis do espaço e nos ajudou a começar uma biblioteca comunitária”, relembrou.
O projeto ficou inicialmente na Asa Norte, mas encontrou na Ceilândia o espaço ideal para crescer. “Ficamos lá por um ano, a biblioteca fechou e depois surgiu a oportunidade de abrir uma sede na Ceilândia. Estamos na região há 19 anos”, contou.
Arte, educação e representatividade
Reconhecida nacionalmente pelo trabalho na literatura e no teatro, Cristiane Sobral também foi celebrada na 4ª edição do Prêmio Engenho Mulher. Atualmente, a atriz, escritora, professora e autora de 13 livros integra a lista de leituras obrigatórias do Programa de Avaliação Seriada (PAS) da Universidade de Brasília com a obra Não Vou Mais Lavar os Pratos.

“Eu sou uma artista e uma intelectual. Meu trabalho é fruto de muito estudo e pesquisa”, afirmou.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, Cristiane destacou a importância do reconhecimento para ampliar referências dentro da literatura brasileira.
“Acredito que hoje celebramos um símbolo para os jovens que estão na sala de aula e sonham em escrever, mas cresceram vendo como referência apenas um escritor homem, branco e rico. Precisamos oferecer oportunidades iguais para os ‘diferentes’”, enfatizou.

Mulheres fortalecendo mulheres
O reconhecimento das homenageadas também foi celebrado pelas autoridades presentes na cerimônia. A secretária da Mulher do DF, Jackeline Aguiar, destacou a importância de iniciativas voltadas ao fortalecimento feminino.
“A mulher ainda precisa provar o seu valor para a sociedade. Esse é um momento em que podemos mostrar tudo o que somos capazes de fazer”, declarou.
Já a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira, ressaltou o impacto coletivo do trabalho realizado pelas vencedoras.
“Foram premiadas mulheres que cuidam de outras mulheres, de crianças e das suas comunidades. Isso é solidariedade e transformação social”, afirmou.

Também presente no evento, a deputada distrital Jane Klebia — homenageada na primeira edição do prêmio — definiu o Prêmio Engenho Mulher como um espaço de fortalecimento coletivo entre mulheres.
“Cada uma dessas mulheres representa muitas outras. Quando vemos essas histórias, percebemos que, mesmo parecendo improváveis, elas chegaram lá”, concluiu.
O Prêmio Engenho Mulher conta com apoio do Sebrae-DF, Boulevard Shopping, Secretaria de Economia Criativa e do Museu de Arte de Brasília (MAB).
Confira quem esteve presente na 4ª edição do Prêmio Engenho Mulher, pelas lentes de Gustavo Lucena:































































ServiçoBuffet: Buffet Chocolat
Cantora: Rebecca Pacheco