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Claudia Meireles

Paris lidera lista de destinos onde turistas se sentem menos bem recebidos

Levantamento reúne lugares onde viajantes relatam atendimento mais frio; diferenças culturais podem explicar parte da percepção, diz site

Chait Goli/Canva
Torre Eiffel, localizada em Paris, na França

Viajar também envolve lidar com costumes diferentes, e nem sempre o que parece falta de educação para um turista é interpretado da mesma forma por quem vive no destino. Um levantamento repercutido pelo New York Post reuniu locais onde viajantes disseram ter encontrado um atendimento considerado mais frio ou pouco receptivo. Paris liderou a lista

Entre as principais reclamações estão a dificuldade de comunicação em inglês e a percepção de impaciência de alguns moradores diante de comportamentos típicos de turistas.

Ainda assim, especialistas ouvidos na reportagem ressaltam que parte desse desconforto pode vir de diferenças culturais, e não necessariamente de hostilidade. 

Itália aparece entre os destaques

A Itália também figura entre os destinos citados. A explicação apontada pela reportagem está ligada, em parte, ao excesso de visitantes em regiões muito turísticas.

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Em locais que convivem diariamente com grandes multidões, moradores e trabalhadores podem demonstrar mais impaciência ou cansaço no contato com turistas. 

Coliseu, localizado em Roma, na Itália
Coliseu, localizado em Roma, na Itália

A discussão se conecta a um problema cada vez mais presente na Europa: o overtourism. Destinos como Itália, Espanha e França estão entre os que mais recebem visitantes no continente, e o aumento da pressão turística tem levado moradores de algumas cidades a reagir de forma mais crítica ao fluxo de estrangeiros.

O New York Times já mostrou, por exemplo, como residentes de destinos muito procurados passaram até a esconder recomendações de locais favoritos para evitar novas multidões e lugares lotados. 

Alemanha e diferenças culturais

A Alemanha aparece em terceiro lugar. Nesse caso, a percepção estaria ligada principalmente à comunicação mais direta e à menor tradição de small talk, pequenas conversas, especialmente quando comparada ao comportamento de turistas norte-americanos.

O que alguns visitantes interpretam como frieza pode ser apenas uma diferença de etiqueta social. A própria matéria destaca que avaliações sobre “rudeza” variam muito conforme a cultura de origem de quem viaja.

A percepção de cada um pode variar muito de acordo com a cultura do país de origem. 

 Palácio do Reichstag, sede do Parlamento da Alemanha, em Berlim
Palácio do Reichstag, sede do Parlamento da Alemanha, em Berlim

Coreia do Sul, Nova York e Montenegro

A Coreia do Sul também aparece entre os destinos mencionados, com relatos bastante divididos: enquanto alguns turistas disseram ter se sentido pouco acolhidos, outros relataram exatamente o contrário. A velocidade das interações e diferenças de comportamento social são apontadas como possíveis explicações. 

Pavilhão Gyeonghoeru, localizado no Palácio Gyeongbokgung, em Seul, na Coreia do Sul
Pavilhão Gyeonghoeru, localizado no Palácio Gyeongbokgung, em Seul, na Coreia do Sul

Nova York entra na lista por uma característica quase associada à identidade da cidade: o ritmo acelerado. Interações rápidas e objetivas podem soar pouco simpáticas para quem está acostumado a conversas mais longas ou a um atendimento mais caloroso. 

Estátua da Liberdade, em Nova York, Estados Unidos
Estátua da Liberdade, em Nova York, Estados Unidos

Por fim, Montenegro completa a seleção. A reportagem associa parte da percepção dos visitantes a uma postura mais reservada da população e a fatores históricos e culturais do país. 

Vila histórica de Perast, localizada na Baía de Kotor, em Montenegro
Vila histórica de Perast, localizada na Baía de Kotor, em Montenegro

Nem sempre é falta de educação

O próprio levantamento pede cautela. Experiências individuais não representam necessariamente um destino inteiro, e muitos relatos podem refletir choques culturais, diferenças de idioma ou expectativas distintas sobre atendimento.

Por isso, a lista funciona mais como um retrato da percepção de alguns viajantes do que como um ranking definitivo das populações mais ou menos simpáticas do mundo.

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