
Claudia MeirelesColunas

Nutri revela suco “vilão” de quem quer controlar glicemia e emagrecer
O nutricionista Matheus Maestralle elegeu o pior suco para quem deseja emagrecer e quer controlar níveis de açúcar no sangue; saiba qual é
atualizado
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Para quem busca emagrecer ou precisa controlar os níveis de glicose no sangue, toda escolha alimentar importa. E, muitas vezes, bebidas aparentemente saudáveis podem prejudicar o processo. É o caso do suco de uva integral, apontado pelo nutricionista Matheus Maestralle como um dos piores para quem quer reduzir medidas ou controlar a glicemia.
Segundo o especialista, apesar da fama de saudável, esse suco concentra grandes quantidades de açúcar natural da fruta – como frutose e glicose. A bebida também se torna “vilã” devido à ausência das fibras da casca e da polpa, responsáveis por modular a absorção da glicose no organismo.

“O problema é que, no processo de coar o suco, essas fibras são eliminadas. Isso facilita uma absorção muito rápida da glicose, provocando picos glicêmicos e de insulina. Essa resposta rápida reduz a saciedade e pode aumentar o risco de resistência à insulina, principalmente se o consumo for frequente”, explica Maestralle.
Entenda os “perigos” do suco de uva integral
Matheus esclarece que apenas um copo de 200 ml da bebida pode conter entre 130 a 150 calorias e cerca de 35 g de carboidratos – o equivalente ao açúcar de cinco a seis uvas concentradas em forma líquida. Para o nutricionista, o impacto glicêmico do suco de uva integral chega a ser ainda maior que o de laranja, outro clássico do café da manhã brasileiro.
“O efeito glicêmico da bebida é acentuado e pode dificultar o controle da glicose e do peso. Por isso, é importate que pessoas com resistência à insulina, diabetes, síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou altos níveis de triglicerídeos evitem o consumo”, afirma.
Nem tudo está perdido!
Para as pessoas que mantêm o corpo ativo, o especialista ressalta que o suco de uva integral pode ser um grande aliado. “Ele será bastante útil entre aqueles que necessitam de uma reposição rápida de energia no pós-treino intenso, em quadros de hipoglicemia ou estratégias voltadas para ganho de peso e performance esportiva. Ainda nesses casos, recomendo moderação”, pontua Matheus Maestralle.

Para quem não abre mão da bebida, o expert indica limitar o consumo entre 100 a 200 ml ao dia, preferencialmente acompanhado de alimentos ricos em fibras, proteínas ou gorduras boas para ajuda a reduzir o impacto glicêmico.
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