Claudia Meireles

Neurocirurgião explica como bebida popular aumenta o risco de AVC

O médico Victor Hugo Espíndola Ala aponta que uma bebida “subestimada” tende a aumentar o risco de AVC. Ele esclarece os efeitos dessa opção

atualizado

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Foto colorida de mulher sentada no sofá e com dores no corpo - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de mulher sentada no sofá e com dores no corpo - Metrópoles - Foto: LordHenriVoton/Getty Images

Após apontar que os destilados — como vodca, uísque, cachaça e tequila — são as bebidas com mais chance de risco de acidente vascular cerebral (AVC), o neurocirurgião vascular Victor Hugo Espíndola Ala menciona opção “frequentemente subestimada”, mas igualmente perigosa para a condição: a cerveja.

De acordo com o médico expert em neurorradiologia, essa bebida é “clinicamente relevante no risco cerebrovascular quando consumida com regularidade”. O especialista em AVC e aneurisma cerebral ressalta que a ingestão de cerveja costuma ser em volumes grandes, o que resulta em carga alcoólica total elevada.

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Algumas bebidas são as mais prejudiciais para o risco da doença, segundo o médico
O AVC é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo
No AVC, há a interrupção do fluxo sanguíneo para uma área do cérebro
O neurocirurgião vascular explica os efeitos da cerveja e o risco de AVC
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O neurocirurgião vascular explica os efeitos da cerveja e o risco de AVC

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Algumas bebidas são as mais prejudiciais para o risco da doença, segundo o médico
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Algumas bebidas são as mais prejudiciais para o risco da doença, segundo o médico

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O AVC é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo
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O AVC é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo

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No AVC, há a interrupção do fluxo sanguíneo para uma área do cérebro
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No AVC, há a interrupção do fluxo sanguíneo para uma área do cérebro

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O neurocirurgião frisa que a bebida pode contribuir com ganho de peso, resistência à insulina e síndrome metabólica: “Esses fatores aumentam o risco de AVC”. O consumo de cerveja também eleva a pressão arterial de forma crônica. “Pode subir os níveis de triglicerídeos, fator associado à aterosclerose, a formação de placas de gordura nas artérias”, diz.

Padrão de consumo piora os riscos

De acordo com o médico, a bebida está relacionada ao risco crônico da doença por “volume, pressão e metabolismo”. “O risco não está na ‘cerveja isolada’, mas no padrão de consumo repetido e volumoso”, acentua. Ele ressalta que, “do ponto de vista neurológico e vascular, não existe bebida alcoólica ‘segura’ para quem tem probabilidade de ter AVC“.

“O risco é dose-dependente e padrão-dependente, e a prevenção passa, na prática clínica, por redução significativa ou abstinência, especialmente em pacientes com fatores de risco prévios (hipertensãodiabetes, fibrilação atrial, estenose carotídea e AVC prévio)”, sustenta o especialista em doenças vasculares cerebrais.

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O médico Victor Hugo Espíndola Ala pontua que a bebida favorecer o risco de AVC devido ao consumo elevado

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