
Claudia MeirelesColunas

Melanoma Monday: médica ensina como prevenir câncer de pele agressivo
Considerado um dos cânceres de pele mais agressivos da literatura médica, o melanoma pode ser prevenido a partir de cuidados diários simples
atualizado
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Nesta segunda-feira (4/5), comemora-se o Melanoma Monday, um dia dedicado à conscientização do melanoma, câncer de pele que tem origem nas células produtoras de melanina. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, esse tipo de câncer pode crescer 80% até 2040.
Considerado agressivo e com risco aumentado de metástase, o melanoma é prevenível. De acordo com a dermatologista Cristina Salaro, existem dois fatores que podem diminuir as chances de incidência da doença: evitar a exposição solar excessiva e a vigilância dos sinais de pele.
“O principal fator externo ao desenvolvimento do melanoma é a exposição ao sol sem proteção. É fundamental o uso diário de protetor solar de amplo espectro, com proteção UVA e UVB e FPS superior a 30”, recomenda a profissional.

Medidas de proteção do câncer de pele do tipo melanoma
Em dias de alta exposição ou prática de atividades ao ar livre, o filtro solar deve ser reaplicado a cada duas horas ou após contato com a água.
Além da aplicação do produto, a médica recomenda:
- Evitar a exposição solar entre 10h e 16h — horário de pico da radiação UVB;
- Utilizar barreiras físicas como chapéus, óculos e roupas com proteção ultravioleta;
- Não aderir a câmeras de bronzeamento artificial.
“Essas câmaras continuam proibidas no Brasil e devem ser fortemente desencorajadas, uma vez que há evidências robustas de sua associação com aumento do risco de melanoma, especialmente quando iniciado em pessoas jovens”, completa Cristina Salaro.

De olho nas manchas da pele
De acordo com a médica, fazer o autoexame periodicamente aumenta as chances de diagnóstico precoce de lesões suspeitas.
O método utiliza a regra ABCDE, que analisa: assimetria, bordas irregulares, cor variável, diâmetro e evolução. “Pintas suspeitas apresentam lesões assimétrica, com uma metade da lesão diferente da outra e bordas irregulares, com contornos mal definidos”, ensina.

Quanto à cor, a dermatologista destaca a presença de diferentes tons, como marrom, preto, avermelhado, azul ou até esbranquiçado na mesma pinta.
“Lesões maiores que 6mm costumam chamar a atenção, especialmente quando apresentam crescimento, elevação, coceira ou sangramento ao longo do tempo”, finaliza. Em caso de dúvida, é fundamental consultar um especialista.
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