Claudia Meireles

Love Story: como a série dramática se tornou fenômeno do streaming

O crítico de TV Scott Bryan abordou alguns fatores que fez da minissérie Love Story um fenômeno do streaming

atualizado

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Getty Images e reprodução/Instagram
John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette em American Love Story
1 de 1 John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette em American Love Story - Foto: Getty Images e reprodução/Instagram

A minissérie dramática Love Story, que revisita a trajetória de John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette-Kennedy, vai além do sucesso entre os telespectadores. De acordo com dados do Disney+, a produção dirigida por Ryan Murphy se tornou a mais assistida da história da plataforma. O último capítulo foi lançado na quinta-feira (26/3).

O enredo sobre a vida e a morte do casal do clã Kennedy virou febre nas redes sociais já no episódio piloto. Contudo, os índices de popularidade se tornaram ainda mais expressivos à medida que a história avançava. Informações do The Guardian apontam que a minissérie atraiu 50% mais espectadores com o desenrolar da trama.

O que fez da série Love Story um fenômeno estrondoso

O crítico de TV Scott Bryan falou, em entrevista ao The Guardian, sobre os possíveis fatores que levaram a série a alcançar números tão expressivos. Segundo ele, o criador de Love Story segue uma fórmula bastante familiar: nostalgia, exposição midiática e símbolos culturais.

John F Kennedy Jr. e Carolyn Bessette
“Esqueçam a precisão histórica. Ninguém consegue transformar a controvérsia em uma forma de divulgar sua série como Ryan Murphy”, enfatizou o crítico.

Concordando com a análise de Scott Bryan, internautas já fazem apostas sobre os próximos dramas que poderiam ser abordados pelo diretor. Entre eles, o relacionamento conturbado de Brad Pitt e Jennifer Aniston; a vida a dois de John Lennon e Yoko Ono; e os bastidores da união de David e Victoria Beckham. “Ou até mesmo Liza Minnelli com quase qualquer um de seus maridos”, acrescentou Bryan.

Tragédia em foco

Outro fator apontado para o sucesso da série é o apelo de histórias trágicas. De acordo com o portal, Ryan Murphy se baseia em brechas legais para retratar determinados enredos — ou seja, considera o tempo desde os acontecimentos para adaptar histórias reais com maior liberdade.

Ator Paul Kelly caracterizado de John F. Kennedy Jr.

Partindo desse pressuposto, Scott Bryan reforça que essa abordagem ajuda a explicar o fenômeno da produção sobre John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette-Kennedy. Segundo ele, a série começa como um verdadeiro conto de fadas, retratando o “Camelot americano” e a assessora de imprensa da Calvin Klein como um dos casais mais icônicos dos Estados Unidos.

No entanto, o desfecho traz uma reflexão sobre os riscos de usar o casamento como marketing pessoal.

“Se não tivesse sido feito tão recentemente, eu diria que a princesa Diana tem todos os ingredientes para o tratamento Murphy”, destacou Scott Bryan.
foto com cor. visual de Carolyn Bessette - metrópoles
O papel de Carolyn Bessette foi interpretado por Sarah Pidgeon

Episódios semanais

O crítico também destacou o formato de lançamento dos episódios como um dos fatores para o sucesso da série. “Lançar um episódio por semana, em vez de disponibilizar tudo de uma vez, funciona. Os produtores perceberam que, quando uma temporada é liberada de uma só vez, ela pode sair do foco da cultura popular muito rapidamente”, afirmou Scott Bryan.

Além disso, ele ressaltou que conhecer o final da série não compromete o engajamento do público. “Na verdade, podemos nos entregar à previsibilidade. A morte deles é estabelecida desde o início, mas o suspense está em como chegamos lá”, explicou.

“A maioria dos dramas de alta qualidade acaba sendo reflexiva e sisuda, voltada à política ou à sociedade. Love Story é assumidamente sentimental e não tenta ser nada além disso”, concluiu.

Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.

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