
Claudia MeirelesColunas

Amor na cidade: veja roteiro de NY de John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette
Saiba quais foram os lugares de Nova York que mais marcaram a rotina comum, porém romântica, do casal mais icônico dos anos 90
atualizado
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Muito antes de as redes sociais transformarem a vida privada em um espetáculo permanente, John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette-Kennedy tentavam fazer exatamente o oposto: levar uma rotina comum em uma das cidades mais observadas do mundo. Antes mesmo de a estética do quiet luxury dominar a moda contemporânea, Carolyn e John já personificavam uma elegância baseada na simplicidade.
Símbolo de elegância e modernidade nos anos 1990, o casal construiu sua história longe dos salões políticos de Washington e profundamente conectado às ruas de Nova York. Entre cafés de bairro, parques, restaurantes descolados e caminhadas anônimas, Manhattan se tornou o verdadeiro cenário do relacionamento que agora volta ao centro da cultura pop com a série Love Story, criada por Ryan Murphy.

A seguir, confira um roteiro pelos endereços que marcaram a vida cotidiana, o casamento e alguns dos momentos mais íntimos do casal em Nova York.
O loft em Tribeca
O primeiro — e mais importante — endereço dessa história é o apartamento onde Carolyn e John viveram juntos.
Localizado na North Moore Street, no bairro de Tribeca, o loft foi comprado por John F. Kennedy Jr. em 1994 e permaneceu como o único lar compartilhado pelo casal até 1999. O imóvel ocupava o último andar de um prédio industrial convertido, com amplos janelões, piso de madeira e terraço privativo.
Apesar do sobrenome Kennedy, o espaço era surpreendentemente simples, com decoração funcional e sem ostentação. Ali, Carolyn Bessette-Kennedy e John passeavam com o cachorro pelas redondezas, recebiam amigos próximos e tentavam preservar uma rotina doméstica longe dos paparazzi.
Apesar da enorme curiosidade pública, quase não existem fotos do interior do imóvel — o que levou a equipe da série a reconstruí-lo a partir de fragmentos visuais e relatos de amigos próximos.

A vida de bairro
A escolha do bairro não foi acidental. Nos anos 1990, Tribeca ainda preservava uma atmosfera artística e essencialmente residencial, oferecendo algo raro para um dos casais mais observados dos Estados Unidos: a possibilidade de anonimato.
A poucos passos do apartamento ficava o Bubby’s, restaurante que se tornou praticamente uma extensão da casa. O casal era visto com frequência em cafés da manhã discretos, misturado aos moradores locais.
Outro ponto habitual era o Walker’s, bar clássico de Tribeca onde paravam após o trabalho ou encontravam amigos de forma casual.
Já o restaurante francês The Odeon tornou-se parte da própria narrativa romântica do casal. Segundo relatos relembrados por veículos internacionais, foi ali que Carolyn Bessette-Kennedy e John F. Kennedy Jr. teriam reatado o relacionamento antes do casamento.
O Tribeca Grill também marcou momentos importantes da história dos dois, incluindo a comemoração do aniversário de 35 anos de John, cercado por amigos e colaboradores.
Restaurantes favoritos e vida noturna
Mesmo buscando discrição, Carolyn e John circulavam com naturalidade pelos espaços mais badalados e culturais de Nova York.
O Nobu, renomado restaurante japonês de alta gastronomia, era uma escolha recorrente para jantares sociais e encontros ligados ao universo midiático e empresarial de Manhattan.
No circuito da moda, o casal também frequentava o Indochine, restaurante franco-vietnamita que reunia estilistas, fotógrafos e editores, ambiente diretamente conectado à carreira de Carolyn Bessette-Kennedy na Calvin Klein.
Para noites mais reservadas, o destino era o italiano Il Cantinori, conhecido pela atmosfera intimista e frequentado por celebridades há décadas.
Entre os lugares mais afetivos está ainda o Panna II Garden Indian Restaurant, associado aos primeiros encontros do casal, além do lendário Rao’s, amplamente considerado um dos restaurantes mais exclusivos da cidade e reservado por eles para ocasiões especiais.

Parques e espaços públicos que viraram símbolos
Nova York não era apenas um cenário gastronômico. A cidade também foi palco de momentos públicos que ajudaram a moldar a imagem do casal.
O Central Park fazia parte da rotina de caminhadas e passeios, enquanto o Washington Square Park aparece com frequência em registros fotográficos do casal durante momentos cotidianos captados por paparazzi.
Esses espaços reforçavam a tentativa constante de viver como nova-iorquinos comuns, apesar da atenção midiática global. Descritos por amigos como um casal que buscava autenticidade acima do status, eles preferiam bicicletas a carros oficiais e restaurantes de bairro a salões exclusivos.

Fugidinhas e lugares ligados à história do casal
Embora Nova York fosse o centro da vida do casal, outros destinos também se tornaram parte essencial da narrativa agora revisitada pela série.
O casamento íntimo aconteceu na Cumberland Island, conhecida pelas ruínas históricas e praias praticamente desertas — uma escolha estratégica de John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette-Kennedy para escapar da imprensa. Já as viagens frequentes levavam o casal a Hyannis Port.
Se Cumberland os conquistou pelo isolamento, Hyannis Port representava o peso simbólico da aristocracia americana. A vila residencial em Cape Cod tornou-se mundialmente famosa como o refúgio de verão da família Kennedy. O Kennedy Compound é o coração da região, um complexo de três casas que funcionou como a chamada “Casa Branca de Verão” do presidente John F. Kennedy. Trata-se de uma residência privada, não aberta à visitação pública.
Nova York como personagem principal
Revisitados pela imprensa internacional, os endereços frequentados por Carolyn Bessette-Kennedy e John F. Kennedy Jr. revelam uma dimensão menos conhecida do casal: a busca por normalidade.
Eles caminhavam até o café da esquina, pedalavam pela cidade e escolhiam restaurantes de bairro em vez de ambientes excessivamente exclusivos. Um contraste direto com a imagem de “realeza americana moderna” atribuída aos dois.
Décadas depois, esses lugares permanecem como cápsulas do tempo de uma Nova York analógica, onde elegância significava discrição e onde uma das histórias de amor mais fascinantes do imaginário contemporâneo foi escrita em mesas, táxis, parques e ruas absolutamente comuns.
O interesse renovado impulsionado pela série mostra que o legado do casal vai além da tragédia de 1999: ele vive na estética, no imaginário cultural e nos lugares que ainda preservam vestígios de uma Nova York mais espontânea e menos performática.
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