Claudia Meireles

Julio Iglesias: entenda acusação de assédio feita por ex-funcionárias

Após duas ex-funcionárias denunciarem Julio Iglesias, a Justiça da Espanha abriu uma investigação formal contra o cantor

atualizado

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GV Cruz/WireImage
Julio Iglesias In Concert
1 de 1 Julio Iglesias In Concert - Foto: GV Cruz/WireImage

Por meio de uma publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (16/1), o cantor Julio Iglesias se pronunciou pela primeira vez sobre as acusações de abuso sexual e tráfico humano — alegações levadas à Justiça por duas ex-funcionárias.

No texto, o cantor afirma que as acusações são “falsas” e que a situação lhe causam “um profundo pesar”. Iglesias garante que defenderá toda a sua verdade, frente a “injustiça” que vem sofrendo.

“É com profundo pesar que respondo às acusações feitas por duas pessoas que trabalharam anteriormente em minha casa. Nego ter abusado, coagido ou ter desrespeitado qualquer mulher. Essas acusações são completamente falsas e me causam grande tristeza. Nunca senti tanta maldade, mas ainda tenho forças para contar a minha verdade e defender minha dignidade diante de tamanha injustiça”, escreveu.
Julio Iglesias é considerado um dos maiores fenômenos da música latino-americana

Na mesma publicação, ele agradeceu ao apoio que recebeu por uma parcela de suas fãs. “Não posso esquecer as muitas pessoas queridas que me enviaram mensagens de carinho e lealdade; encontrei grande carinho nelas”, completou Julio.

Funcionárias afirmam que Julia era Iglesias “extremamente controlador”

De com o relato de duas ex-funcionárias de Julio Iglesias, os crimes teriam acontecido entre janeiro a outubro de 2021, nas propriedades que o cantor mantém nas Bahamas e na República Dominicana. As mulheres — que estão usando os pseudônimos Rebeca e Laura para proteger a identidade — afirmam que eram submetidas a jornadas exaustivas de trabalho, insultos e restrições na vida pessoal.

“Meu objetivo é garantir que nenhuma mulher jamais sofra esse tipo de abuso novamente. Quero transmitir a mensagem de que as mulheres são vítimas e sobreviventes, não perpetradoras ou culpadas”, alegou Laura, por meio de comunicado da organização não governamental Women’s Link Worldwide, que a representa no caso.

Ao constrangê-las, Julio afirmava que as duas eram “sortudas” por trabalharem para ele. Além disso, a postura do cantor não se restringia a abuso morais. As  alegações envolvem toques não consensuais e propostas de teor sexual.

Julio Iglesias e Aznavour em um programa de televisão, nos anos 1980

Justiça da Espanha abre investigação contra Julio Iglesias

O caso ganhou notoriedade mundial após uma investigação conjunta realizada ao longo de três anos e publicada pelo elDiario.es e a Univision Noticias, na terça-feira (13/1). Com a grande repercussão do caso, a Agência Nacional da Espanha confirmou a abertura de um inquérito policial para investigar o caso.

“Forma iniciados procedimento preliminares de investigação criminal, que, como sabem, são confidenciais. Dada a natureza das alegações e reiterando o carácter confidencial da investigação do Ministério Público, e no interesse da proteção das supostas vítimas, não é apropriado fornecer informações”, afirmou a Procuradoria-Geral da Espanha.

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