
Claudia MeirelesColunas

Glicose pode aumentar na menopausa; veja riscos e como evitar
Além dos sintomas comuns da menopausa, as mulheres podem sofrer com a maior concentração de açúcar (glicose) no sangue
atualizado
Compartilhar notícia

Ondas de calor, alterações no sono e mudanças de humor são sintomas conhecidos da menopausa. Mas o que muitas mulheres deixam passar batido é que a fase também pode vir acompanhada por uma maior instabilidade da glicemia — ou seja, da concentração de açúcar presente no sangue.
Embora muitas pacientes relatem que a alimentação continuou a mesma depois do início da menopausa, a reclamação de ter ganhado alguns “quilinhos” também é constante nos consultórios médicos.

O motivo? Segundo a nutricionista clínica Sabina Donadelli, isso se deve à queda natural do estrogênio — que interfere diretamente no metabolismo e na forma como o organismo responde à insulina.
“Na menopausa, o corpo passa a ter mais dificuldade para lidar com a glicose. Isso favorece picos de açúcar no sangue após as refeições e quedas rápidas depois, o que gera mais fome, cansaço e vontade por doces”, explica.
Por que a menopausa pode favorecer o aumento de açúcar no sangue
Aprofundando mais o tema, Sabina Donadelli emenda que alguns processos acabam alterando os exames que constatam os níveis de glicose. O principal deles, a queda dos níveis de estrogênio no organismo feminino.
“O estrogênio participa da regulação da sensibilidade à insulina e da distribuição de gordura corporal. Com sua redução, torna-se mais comum o acúmulo de gordura visceral, associado à resistência à insulina e a oscilações da glicose ao longo do dia”, esclarece a especialista.
Saiba os sinais que o corpo dá quando a glicemia está alterada
Felizmente, Sabina indica algumas estratégias que ajudam a driblar as alterações. “Alguns ajustes na rotina alimentar e no estilo de vida podem favorecer maior estabilidade glicêmica durante a menopausa. Uma solução pode ser encontrada no jejum intermitente praticado de forma planejada, em média três vezes por semana, respeitando o histórico e o ritmo de cada mulher”, avalia Sabina Donadelli.

Outra prática simples, segundo a expert, é garantir o consumo diário de um mix de sementes — como chia, linhaça, semente de abóbora, semente de girassol e gergelim.
“Essas sementes fornecem fibras, gorduras boas, minerais e compostos bioativos que ajudam a desacelerar a absorção da glicose, aumentar a saciedade e reduzir processos inflamatórios ligados à resistência à insulina. É uma estratégia acessível e fácil de aplicar no dia a dia”, destaca Sabina.

Outras mudanças na alimentação também podem contribuir para o controle da glicemia na menopausa. “Dar prioridade às proteínas nas primeiras refeições do dia, consumir fibras antes dos carboidratos e associar gorduras boas às refeições são estratégias eficazes para evitar picos de açúcar no sangue”, orienta Sabina Donadelli.
A nutricionista também destaca a importância da prática regular de exercícios de força. “Esses treinos ajudam a aumentar a sensibilidade à insulina, fator essencial para o metabolismo feminino nessa fase da vida”, reforça.
Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.








