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Entenda o significado das apresentações de Gaga e J.Lo na posse de Biden

O que os cantores Lady Gaga, Jennifer Lopez e Garth Brooks e a escritora Amanda Gorman representaram em um dos maiores eventos da história?

atualizado 21/01/2021 18:21

lady gaga, Amanda Gorman e Jennifer lopezReprodução/Instagram

Tomou posse, na última quarta-feira (20/1), Joe Biden, o 46º presidente a governar os Estados Unidos. Ao lado da vice, Kamala Harris, o democrata assumiu o mandato em uma cerimônia para cerca de mil pessoas no Capitólio americano.

Performances cheias de simbolismo integraram o roteiro da cerimônia. A cantora Lady Gaga — que participou ativamente da campanha de Biden em 2020 — foi a primeira intérprete a se apresentar. Ela ficou responsável pelo hino nacional do país, intitulado de The Star-Spangled Banner (A Bandeira Estrelada, em português). Emocionada e trajando uma saia vermelha tropical e uma pomba dourada pendurada em seu ombro, Gaga representou a “tribo dos artistas visionários”, e anunciou a chegada de uma nova era.

Assista ao vídeo:

O prestígio também foi incorporado por Jennifer Lopez, que fez questão de exibir a garra de uma mulher latina. This Land Is Your Land, canção escrita em 1940 por Woody Guthrie, foi celebrada pela voz da cantora como um grito de protesto, mas também com a convicção de pertencimento. Enquanto seguia para a música America the Beautiful, a musa fez uma pausa rápida para gritar, em espanhol, “uma nação sob Deus, indivisível, com liberdade e justiça para todos”, momento que entrou para a história.

O cantor country Garth Brooks teve a difícil missão — diante das imbatíveis apresentações de Lady Gaga e J.Lo de encerrar os shows históricos. Ao som da espirituosa música Amazing Grace, Brooks soltou a voz e conseguiu levar ternura ao clima ensolarado e ao céu azul que estampava os arredores do Capitólio.

Veja:

Versos de poesia

As performances foram históricas, nós já sabemos. Mas uma jovem de 22 anos roubou a cena em certo momento da cerimônia de posse. A escritora americana Amanda Gorman recitou o poema The Hill We Climb (A Montanha que Escalamos, em tradução livre), que fala sobre um país polarizado e os ataques violentos ao Capitólio em 6 de janeiro.

“A democracia pode se atrasar periodicamente, mas nunca será derrotada para sempre. Nesta verdade, nesta fé em que confiamos, temos os olhos postos no futuro. A história está de olho em nós. Esta é a era da justa redenção”, disse.

Amanda Gorman
Amanda Gorman

Além disso, as palavras de Gorman suplicaram pela união da nação. “Não voltaremos ao que foi, mas vamos nos transportar ao que será um país ferido, íntegro, benevolente, mas ousado, feroz e livre”, declarou.

“Sempre há luz se formos suficientemente corajosos para vê-la. Se ao menos fôssemos suficientemente corajosos para sê-la.”

Amanda Gorman

A poetisa tornou-se a escritora mais jovem a recitar durante a cerimônia de posse de um presidente americano. Quem a escolheu foi a primeira-dama, Jill Biden, que a conheceu em uma apresentação na Biblioteca do Congresso.

Gorman usou um anel que ganhou de Oprah Winfrey, que traz um pássaro dentro de uma gaiola, uma homenagem ao poema I Know Why the Caged Bird Sings (Eu Sei Porque um Pássaro Engaiolado Canta, em português), de Maya Angelou. Esse texto, inclusive, foi lido na primeira posse de Bill Clinton, em 1993.

Vencedora do prêmio para jovens poetas de 2017, Amanda Gorman também ressaltou as mudanças climáticas e a desigualdade econômica. Um pedido? “Criar um país comprometido com todas as culturas, cores e personalidades do homem”, afirmou.

Formada em sociologia, a poetisa escreve para o The New York Times. Também é autora do livro The One for Whom Food Is Not Enough (Aquele Para Quem a Comida não é Suficiente, em português). Este ano, ela lançará mais duas obras literárias.

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A voz de Joe Biden

A concepção do discurso de Joe Biden foi a de que a “democracia prevaleceu”. O democrata também enfatizou a importância da união entre o povo norte-americano.

Logo após o fim da cerimônia de posse, Biden usou o Twitter para afirmar que iniciaria os trabalhos como presidente dos Estados Unidos já naquele dia. E um de seus primeiros feitos foi assinar um ato que confirmou a volta dos EUA ao Acordo de Paris, tratado que tem como objetivo conter o aquecimento global, mediante a redução de emissões de carbono na atmosfera.

Em razão da pandemia de coronavírus, o evento de posse não contou com público em frente ao National Mall, mas 200 mil bandeiras dos estados do país foram instaladas para representar aqueles que não puderam comparecer.

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Apesar de ter sido uma cerimônia diferente das demais, a nomeação de Biden contou com nomes importantes da política nacional, como os ex-presidentes americanos Bill Clinton (42º presidente dos EUA), George W. Bush (43º) e Barack Obama (44º). Eles estavam acompanhados das esposas, Hillary Clinton, Laura Bush e Michelle Obama, respectivamente. O presidente dos Estados Unidos de saída, Donald Trump, optou por não comparecer ao evento.

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