
Claudia MeirelesColunas

Janeiro Seco: nutri aponta como o detox de álcool pode mudar sua saúde
De acordo com a nutricionista Carla de Castro, cortar o consumo de álcool traz mudanças significativas para o corpo nas primeiras semanas
atualizado
Compartilhar notícia

Se dezembro é exagero, janeiro surge como o mês oficial da mudança de hábito — não surpreendentemente, o Dry January, ou Janeiro Seco, tem se tornado cada vez mais popular. A iniciativa começou no Reino Unido em 2013, e lança o desafio de passar o primeiro mês do ano livre do consumo de álcool.
Em conversa com a coluna Claudia Meireles, a nutricionista Carla de Castro explica que o movimento convida não apenas a conscientização quanto ao consumo, mas ao cuidado com o corpo.
“É uma oportunidade de pausa e observação, permitindo que a pessoa perceba como o corpo responde sem o álcool e utilize essa experiência como ponto de partida para escolhas mais conscientes e preventivas ao longo do ano”, destaca.
O metabolismo agradece
Os sinais positivos aparecem ainda nas primeiras semanas, porque o corpo deixa de priorizar a metabolização do álcool e passa a direcionar energia para funções essenciais, como o sono, a digestão e, principalmente, a função hepática. “Ao interromper o consumo de álcool, o organismo reduz processos inflamatórios, melhora a hidratação e diminui a sobrecarga do fígado, órgão diretamente afetado pela metabolização do álcool”, destaca.
As noites de sono ficam mais profundas e reparadoras, sem a influência da bebida, que “interfere negativamente nos ciclos do sono”. Na digestão, há uma melhora no trânsito intestinal. E mais: a medida ainda reduz o estufamento, azia, refluxo e alivia até mesmo a absorção de nutrientes. “O resultado direto é um intestino menos irritado e com uma microbiota equilibrada”, completa Carla de Castro.
Isso sem contar que há uma relação bem estabelecida entre o consumo excessivo de álcool e o aumento do risco de doenças crônicas, como hipertensão, alterações cardiovasculares, inflamações digestivas e sobrecarga hepática.

Efeitos da abstinência
Aqueles que têm um consumo mais frequente, no entanto, podem enfrentar mais dificuldades no início do desafio — com possibilidade de efeitos adversos como dor de cabeça, irritabilidade, cansaço ou aumento da ansiedade. “Essas reações fazem parte do processo de adaptação do sistema nervoso e metabólico”, tranquiliza Carla de Castro.
Para minimizar possíveis desconfortos, a nutricionista recomenda investir em boa hidratação, refeições equilibradas, sono adequado e evitar substituir o álcool por consumo em excesso de açúcar ou alimentos ultraprocessados.

Substituições
Opções como água com gás aromatizada com frutas e ervas, chás gelados naturais, kombuchas com baixo teor de açúcar, bebidas fermentadas como kefir de água e mocktails preparados com frutas cítricas são algumas das recomendações da nutricionista para substituir os drinks alcoólicos. “O ritual da bebida, como o uso de um copo bonito e o momento de pausa, também ajuda a manter a sensação de prazer sem a presença do álcool”, garante Carol de Castro.
Para ela, não se trata de uma proibição, e sim de consciência. “É um convite para ouvir o corpo, entender seus limites e repensar a relação com o álcool de forma mais equilibrada ao longo do ano”, finaliza.

Para saber mais, siga o perfil da coluna no Instagram.
