
Claudia MeirelesColunas

Descubra quantas noites mal dormidas danificam a saúde do coração
Um estudo sueco revelou que dormir mal por uma quantidade de noites é o “suficiente” para afetar a saúde do coração
atualizado
Compartilhar notícia

Por insônia, exigência do trabalho, para maratonar séries ou desfrutar de festas que seguem madrugada adentro, ter noites mal dormidas prejudica — e muito — o funcionamento do coração. Um estudo da Universidade de Upssala, na Suécia, verificou que a qualidade do sono está diretamente relacionada à saúde cardiovascular.
Conforme a pesquisa, dormir mal por três noites é o “suficiente” para afetar o coração. Os estudiosos observaram que “essa conta” envolve ter um sono restrito com cerca de quatro horas por noite. Entre os malefícios para a saúde cardiovascular, estão as alterações no sangue associadas a um maior risco de doenças cardiovasculares.
Noites mal dormidas e saúde do coração
A coluna Claudia Meireles conversou com o cardiologista Rafael Marchetti sobre os danos provenientes de três noites mal dormidas.
“Três noites mal dormidas já são suficientes para alterar o funcionamento dos vasos sanguíneos e aumentar o risco de inflamações. Com o tempo, isso contribui para o desenvolvimento de hipertensão, aterosclerose e doenças cardíacas”, explica o médico.
Durante o sono — especialmente no profundo —, o cérebro ativa o sistema glinfático, responsável por eliminar resíduos metabólicos, que se acumulam ao longo do dia, segundo pondera Rafael. “Esse processo é comparável a uma ‘faxina’ cerebral, essencial para prevenir doenças como o Alzheimer”, esclarece.

De acordo com o cardiologista, uma noite mal dormida já causa um desequilíbrio no organismo. “O corpo entra em estado de alerta, liberando mais cortisol e adrenalina, o que aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial”, enfatiza. Caso a situação de sono restrito persista por dias, os prejuízos à saúde tendem a ser agravados.
“Com o tempo, esse estresse constante pode inflamar os vasos sanguíneos, favorecer o acúmulo de placas nas artérias e aumentar o risco de hipertensão e arritmias”, menciona o médico.
Na avaliação do médico, “o sono é, literalmente, um detox da mente“. “O ideal é dormir entre sete e nove horas por noite, em média. Menos do que isso pode afetar diretamente o equilíbrio do corpo, aumentando os riscos de pressão alta, doenças coronarianas e até infarto”, recomenda.

Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.








