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Planta anti-inflamatória “turbina” o cérebro e ajuda a circulação
A nutricionista Thays Pomini, de São Paulo, ressalta estudos que indicam o quanto a planta favorece a saúde do cérebro
atualizado
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Quando uma pessoa costuma esquecer onde deixou a chave, se fechou ou não portão ou em qual lugar estacionou o carro, há quem diga ao “desmemoriado” para tomar ginkgo biloba. Segundo a nutricionista Thays Pomini, de São Paulo, há estudos que indicam o quanto a planta favorece a saúde do cérebro.
Em conversa com a coluna Claudia Meireles, a especialista em emagrecimento e estética frisa que a ginkgo biloba é “amplamente conhecida pelos potenciais benefícios à saúde cerebral, especialmente por contribuir com a melhora da memória e da função cognitiva.”
Com base em estudos, Thays explica que o consumo da ginkgo biloba tende a melhorar a circulação sanguínea no cérebro e, consequentemente, favorecer o desempenho cognitivo. Esse efeito foi observado em pessoas mais idosas ou com leve declínio cognitivo. O mesmo não foi verificado em indivíduos mais jovens.
“Em pessoas jovens e saudáveis, os resultados ainda são controversos. A maioria das evidências demonstra que os resultados são modestos e variáveis entre os indivíduos”, salienta a nutricionista.
De acordo com a especialista, os benefícios da planta se devem aos compostos bioativos, como flavonoides e terpenoides, o que inclui os ginkgolídeos e bilobalídeos. Nessas substâncias, constam a ação antioxidante e a propriedade anti-inflamatória.
“Esses componentes ajudam a proteger as células do cérebro contra os danos causados pelos radicais livres, o que pode retardar o envelhecimento celular e promover a saúde em geral”, valida.

Benefícios da planta para o cérebro
A seguir, a nutricionista aponta quais são os principais benefícios associados ao uso frequente da planta:
- Melhora da circulação sanguínea no cérebro, o que otimiza o fornecimento de oxigênio e nutrientes para essa região.
- Apoio à memória e à função cognitiva em casos leves de declínio cognitivo relacionados à idade.
- Proteção contra estresse oxidativo, graças a ação antioxidante.
- Suporte em casos específicos para visão e audição, como problemas de degeneração macular e zumbido causado por má circulação.
Antes de ingerir a ginkgo biloba, é necessário consultar um profissional de saúde, visto que existem contraindicações. Gestantes, lactantes, pessoas diagnosticadas com epilepsia e quem faz o uso de medicamentos anticoagulantes não podem consumir a planta e derivados.
Thays menciona sobre a forma mais “comum e eficaz” de utilizar a ginkgo biloba é por meio de extratos padronizados. “Esse modo garante concentrações consistentes de flavonoides e terpenoides. Os formados incluem cápsulas ou compridos, utilizados por conta da facilidade e do controle da dosagem, além de chás e tinturas“, esclarece.

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