Claudia Meireles

Corrimento vaginal: ginecologista aponta sinais de alerta da secreção

A ginecologista Marcela Brito esclareceu alguns pontos importantes sobre o corrimento e os sinais de alerta quando algo não está bem

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Foto colorida de senhora na menopausa indo à ginecologista - Menopausa e memória: entenda por que a fase alteram funções cerebrais - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de senhora na menopausa indo à ginecologista - Menopausa e memória: entenda por que a fase alteram funções cerebrais - Metrópoles - Foto: Getty Images

Observar os sinais do próprio corpo é uma das formas mais importantes de prevenir problemas de saúde. No caso do bem-estar feminino, esse cuidado deve ser ainda mais atento — especialmente quando se trata de alterações nas secreções naturais do organismo, como o corrimento vaginal.

Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a ginecologista Marcela Brito esclareceu pontos importantes sobre o corrimento e reforçou que o fluido não tem relação com falta de higiene ou indicativo de doença. Pelo contrário: é considerado um importante indicador da saúde íntima da mulher.

“O corrimento é produzido principalmente pelo colo do útero e pela própria vagina. Essa secreção é normal e tem uma função muito importante: manter a região limpa, hidratada e protegida contra infecções.

Ou seja, nem todo corrimento é doença. Na verdade, na maioria das vezes, ele é sinal de que o organismo está funcionando bem”, explica Marcela Brito.

Ida ao ginecologista
O corrimento tem uma função muito importante: manter a região limpa, hidratada e protegida contra infecções

Ginecologista revela os sinais de alerta de um corrimento não saudável

Marcela destaca que observar manchas esbranquiçadas na calcinha não é motivo para alarde. Segundo a especialista, o corrimento considerado normal costuma ser claro, podendo variar entre transparente e tons de branco claro.

“A consistência pode ser mais fluida ou um pouco mais espessa, dependendo da fase do ciclo. O cheiro é suave, não incomoda e não apresenta odor forte ou desagradável”, explica a ginecologista.
O corrimento considerado normal costuma ser claro, podendo variar entre transparente e tons de branco claro
No entanto, a atenção deve ser redobrada quando o corrimento apresenta mau cheiro, coloração amarelada, esverdeada ou acinzentada, textura muito diferente ou vem acompanhado de sintomas como coceira, ardência, dor ao urinar ou durante a relação sexual.

“Quando não há nenhum desses sinais, geralmente estamos diante de um corrimento fisiológico. Mas, se há incômodo, o corpo está emitindo um alerta”, reforça.

As alterações podem indicar diferentes condições, mas o diagnóstico só deve ser feito em consulta médica. Quando o aspecto foge dos parâmetros considerados saudáveis, Marcela aponta algumas causas mais comuns.

“As causas mais frequentes são infecções vaginais, como candidíase, vaginose bacteriana e infecções sexualmente transmissíveis. Além disso, alterações hormonais, uso de antibióticos, estresse e até hábitos inadequados de higiene podem favorecer o desequilíbrio da flora vaginal”, esclarece.

O ciclo menstrual pode mudar o aspecto da secreção

Embora o corrimento tenha características consideradas normais, a ginecologista explica que variações ao longo do ciclo menstrual são esperadas.“É comum que o corrimento mude bastante, e isso é completamente normal”, afirma Marcela Brito.

Foto de mulher de costas olhando calendário de ciclo menstrual - Metrópoles
O ciclo menstrual, que dura em média 28 dias, é influenciado por hormônios e afeta o corpo e o cérebro de várias maneiras

De acordo com a especialista, o aspecto da secreção varia conforme a fase do ciclo reprodutivo. “Perto do período fértil, por exemplo, o corrimento costuma ficar mais transparente, elástico, semelhante à clara de ovo”, explica.

Já em outros momentos, ele pode se apresentar mais espesso e com um tom de branco mais evidente. “Essas mudanças são hormonais e não indicam problema”, garante.

Medidas para manter o corrimento saudável

A prevenção também passa por hábitos que favorecem o equilíbrio do organismo. Nesse contexto, Marcela Brito chama a atenção para práticas comuns que podem prejudicar a saúde íntima.

“Na prática clínica, sempre orientamos evitar o uso de duchas vaginais, sabonetes perfumados e o excesso de produtos íntimos. Roupas muito apertadas ou que não permitem ventilação também podem impactar negativamente”, explica.

Outro ponto importante é evitar a automedicação.

“O uso de pomadas ou medicamentos sem orientação pode agravar o quadro. Sempre que houver mudança no corrimento acompanhada de sintomas como coceira, dor, ardência ou mau cheiro, é fundamental procurar um ginecologista — especialmente se o problema persistir por vários dias ou for recorrente”, conclui.

Médica ginecologista atendendo paciente em consultório - Além do sistema reprodutor: por que é importante ir ao ginecologista - Metrópoles - corrimento
Procure sempre um especialista ao notar quaisquer mudanças no organismo

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