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Conheça o rei do Catar, casado com três mulheres e dono de uma fortuna

Com 42 anos, Tamim bin Hamad é o todo-poderoso do Catar e dono de uma fortuna avaliada em bilhões. Ele assumiu o posto de emir em 2013

atualizado

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Mateusz Wlodarczyk/NurPhoto via Getty Images
Foto colorida de homem pardo com terno em frente a bandeiras - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de homem pardo com terno em frente a bandeiras - Metrópoles - Foto: Mateusz Wlodarczyk/NurPhoto via Getty Images

Faltam nove dias para o término da Copa do Mundo de 2022. A bola — batizada de Al Rihla —, a grandiosidade dos estádios, os craques, os golaços e as despedidas de consagradas seleções marcaram a história do Mundial do Catar, país comandado por uma família real, mais precisamente pelo emir Tamim bin Hamad bin Khalifa Al Thani. Embora a realeza britânica tenha o título de mais famosa do planeta, a dinastia catarense é a terceira mais rica do globo.

Curiosa como de costume, a Coluna Claudia Meireles foi atrás de saber quem é o todo-poderoso do Catar e dono de uma fortuna avaliada em bilhões. Com 42 anos, Tamim bin Hamad assumiu o posto em 2013, quando tinha apenas 33 anos. Anteriormente, quem comandava o país do Oriente Médio era o seu pai, Hamad bin Khalifa Al-Thani. Emir mais novo da nação, o atual soberano tem três esposas e 13 herdeiros.

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Família

Marido de três mulheres, o rei se casou pela primeira vez em 2005, com a prima de segundo grau Jawaher bint Hamad bin Suhaim Al-Thani. Como manda a tradição, Tamim deveria trocar as alianças com uma integrante da família real. Do matrimônio, eles tiveram quatro filhos, entre 2006 e 2012. Em 2009, o sheik firmou mais uma união, com Al-Anoud bint Mana Al Hajri. Do enlace, nasceram cinco herdeiros.

No terceiro e último casório, Tamim trocou as alianças com Noora Al Dosari, em 2014. Quatro filhos são frutos do relacionamento. A primeira esposa de Tamim é a única que pode exercer a atribuição de primeira-dama. Somente Jawaher acompanha o marido em viagens de Estado. No ano passado, ela se graduou em administração de empresas pela Universidade do Catar.

Dois homens e duas mulheres com roupas de gala lado a lado. Eles estão em frente a uma cortina vermelha - Metrópoles
Primeira-dama do Catar, Jawaher bint Hamad é a única esposa que pode acompanhar o sheik em viagens oficiais. O casal está ao lado do rei Filipe e da rainha Letizia

Fortuna

Conforme publicou a mídia portuguesa, Tamim passa as férias com as três mulheres e os 13 filhos na ilha de Maiorca, paraíso espanhol. O passeio familiar ocorre anualmente. A trupe aproveita os dias sabáticos a bordo do luxuoso iate de Tamim. A embarcação custou a bagatela de 200 milhões de euros, ou seja, R$ 1,1 bilhão. Vale lembrar que o patrimônio do sheik está avaliado em US$ 2 bilhões, isto é, R$ 10,45 bilhões, segundo a Bloomberg.

Foto colorida de mulher e homem com traços e roupas árabes - Metrópoles
A majestade assiste ao jogo Catar e Senegal. Ao lado dele, uma das esposas

Pelos dados da corretora global, Tamim é o homem mais rico do Catar. Grande parte da riqueza do soberano deriva da exploração de petróleo e gás natural. Ele pode dizer que é um pouco “dono” do Reino Unido por acumular mais de 4 mil propriedades na terra da rainha. Somente em Londres, o emir soma mais imóveis do que a monarquia liderada pelo rei Charles III.

Definido como “um homem de negócios” pelo portal Observador, o emir coleciona ações do banco britânico Barclays, da companhia aérea British Airways e da fabricante de veículos Volkswagen. Na lista de posses do rei, consta o clube parisiense PSG em que jogam os craques Neymar e Mbappé. Segundo a BBC News, Tamim criou a Qatar Sports Investment, uma subsidiária da Qatar Investment Authority, empresa da qual o sheik é dono.

Foto colorida de homens e mulheres sentadas em uma arquibancada com o símbolo PSG - Metrópoles
O soberano é dono do clube parisiense PSG. No clique, ele assiste ao jogo do time em 2019

Educação

A princípio, Tamim não estava destinado a ser o líder do Catar, entretanto, o príncipe-herdeiro — e seu irmão — renunciou ao papel em 2003. O primeiro na linha de sucessão ao comando do país era Jassim, o primogênito do segundo casamento do sheik. Como se tivesse tido uma previsão da dança das cadeiras que estava por vir no futuro, Hamad tratou de preparar também outros filhos para o dever, por exemplo, o atual monarca.

Quando jovem, Tamim se mudou para o Reino Unido, onde estudou em renomadas escolas, como a Sherborne School e Harrow School. De acordo com o jornal português Observador, o monarca se destacava na sala de aula e “era um aluno de mérito”. Ele concluiu a trajetória colegial em 1997, mas optou por permanecer em solo britânico a fim de se formar pela Royal Military Academy, na cidade inglesa de Sandhurst.

Foto colorida de mulher idosa e branca ao lado de homem pardo e de terno. Eles dão as mãos e estão em uma sala com decoração de luxo - Metrópoles
Em maio, o rei do Catar encontrou a falecida rainha Elizabeth II

Terminadas as metas no Reino Unido, Tamim retornou para Doha, capital do Catar. Após a volta, ele assumiu a função de segundo tenente das Forças Armadas do país. Anos depois, em 2009, tornou-se o comandante supremo da instituição militar. Quando renunciou ao cargo em favor do filho, Hamad emitiu o seguinte comunicado pelo canal estatal Al Jazeera: “Tenho a certeza absoluta de que ele vai estar à altura da responsabilidade”.

“Os nossos jovens provaram em anos recentes que são pessoas resolutas, que compreendem o espírito da época e participam nele”, ressaltou Hamad. De acordo com a revista portuguesa Flash!, Tamim fala “perfeitamente” inglês e francês. “O que lhe permite assumir — sem recorrer a tradutores — as reuniões internacionais”, salientou. A publicação descreveu a vida do sheik como “tumultuada”.

Foto colorida de homens andando de bicicleta - Metrópoles
O sheik Tamim bin Hamad participa de uma corrida de ciclistas pelas ruas de Doha, em 2018

Polêmicas

Sediar a Copa do Mundo de 2022 deixou o Catar no centro dos holofotes e, consequentemente, escancarou as mazelas que assolam a nação do Oriente Médio. Lá, há leis contra a comunidade LGBTQIA+ e as mulheres não têm o direito de tomar decisões sobre a própria vida, por exemplo, casar-se, viajar, estudar e divorciar do marido. Elas não dispõem de autoridade sobre os filhos, mesmo quando já estão separadas do esposo e com a guarda legal da criança ou adolescente.

O relatório do Observatório de Direitos Humanos, de 2021, apontou que as mulheres do Catar ainda precisam da permissão masculina do chamado “guardião”. A situação dos imigrantes no país também acendeu o sinal de alerta da Anistia Internacional. Mais de 6,5 mil pessoas morreram ao longo da construção dos estádios da Copa do Mundo, conforme contabilizou a organização.

Foto colorida de vários sheiks em uma arquibancada e um deles fala em um microfone - Metrópoles
O rei do Catar discursa na abertura da Copa do Mundo de 2022

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