
Claudia MeirelesColunas

Congresso Internacional da Felicidade retorna a Brasília em março
A segunda edição do Congresso da Felicidade reúne especialistas internacionais e divulga dados inéditos do índice no Distrito Federal
atualizado
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No dia 20 de março, o Distrito Federal volta a sediar o Congresso Internacional da Felicidade. Idealizado pela pioneira e presidente da Aliança das Mulheres que Amam Brasília (AMA Brasília), Cosete Ramos, a segunda edição do encontro será realizada no Museu Nacional da República, com entrada gratuita e inscrição por meio de link disponível nas redes sociais do movimento Brasília Capital da Felicidade.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, Cosete reforçou que a data foi escolhida para coincidir com o Dia Internacional da Felicidade, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2012, para reconhecer a felicidade e o bem-estar como metas universais.
Índice de felicidade das nações
Segundo Cosete Ramos, a proposta de estabelecer um índice de felicidade tem raízes em uma história iniciada há mais de cinco décadas, no Butão. Em 1973, o então rei do país, Jigme Singye Wangchuck, decidiu questionar a forma tradicional de avaliar o progresso das nações exclusivamente com base no Produto Interno Bruto (PIB).
“Ele disse: ‘Eu não vou avaliar o meu povo pelo dinheiro. Eu quero fazer outra forma de avaliação’. Então, o jovem rei perguntou para as pessoas, jovens e idosas, o que as fazia felizes. Mais tarde, esse movimento deu origem ao índice posteriormente consolidado como Felicidade Nacional Bruta (FNB)”, emendou Cosete.

A ideia era simples e, ao mesmo tempo, disruptiva: incluir critérios de bem-estar, qualidade de vida e equilíbrio social na análise do desenvolvimento de um país. Inspirada nesse conceito, a AMA Brasília realizou a primeira edição do congresso em 2024 — e o resultado superou as expectativas.
“Tínhamos cinco mil inscritos para mil vagas. O auditório ficou lotado, com cerca de 1.300 pessoas. Foi um grande sucesso”, recorda a presidente.
Entre os destaques do encontro de 2024 estiveram o filósofo Leandro Karnal, Luiz Gaziri, Celina Joppert, Sálua Omais e o ex-ministro Thakur S. Powdyel, responsável por implementar o índice de Felicidade Interna Bruta (FIB) no Butão.

Nova edição do Congresso Internacional da Felicidade
Em 2026, o Congresso Internacional da Felicidade, realizado pelo Instituto de Produção Socioeducativo e Cultural Brasileiro ( IPCB ), com apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, chega com novidades.
Entre elas, a apresentação da primeira pesquisa oficial sobre o índice no Distrito Federal, conduzida pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPDF) após a primeira edição do congresso.
“Foi um pedido meu ao governador Ibaneis Rocha, e ele autorizou no mesmo momento. O IPDF fez a pesquisa: o que faz o povo do Distrito Federal feliz”, revela Cosete.

O congresso também contará com a presença do diretor executivo do Centro de Felicidade Interna do Butão, Lhatu, além de palestras voltadas ao ambiente corporativo, discutindo como o conceito pode ser aplicado nas organizações privadas.
Outro momento aguardado será a divulgação do ranking internacional da felicidade. “No último levantamento, o Brasil ocupava a 36ª posição, enquanto a Finlândia liderava a lista pelo sétimo ano consecutivo. Este ano, vamos descobrir quem está no primeiro lugar”, adianta Cosete.
A presidente da AMA Brasília também convidou o embaixador da Finlândia no Brasil, Antti Petteri Kaski, para contextualizar as estratégias do país que há mais de sete anos ocupa o primeiro lugar no ranking mundial.
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