Cirurgia plástica não é tratamento para perder peso, entenda
O cirurgião Wilian Pires aponta que os procedimentos são mais eficientes quando o paciente está próximo ao peso ideal

O Brasil é um dos países em que mais são feitas cirurgias plásticas. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Segundo o cirurgião plástico Wilian Pires, as intervenções cuja finalidade são remover a gordura corporal, como a lipoaspiração e a abdominoplastia, não devem ser confundidos com tratamentos para perder peso.
“A lipoaspiração é indicada como forma de retirar a gordura localizada, o que é diferente de emagrecimento. Já a abdominoplastia, uma plástica no abdômen, tende a não trazer resultados satisfatórios quando o paciente está obeso”, explica.

De acordo com o médico, para realizar estes procedimentos, o paciente precisa estar próximo ao peso ideal.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Quando está muito acima do peso, é recomendado que o paciente consulte um nutricionista e pratique exercícios físicos. Do contrário, não será possível obter o resultado almejado por meio da plástica”.
Wilian Pires

A lipoaspiração retira, no máximo, 7% do peso corporal, conforme indicação do Conselho Federal de Medicina (CFM). A recomendação do especialista — referência em cirurgia plástica no estado de Goiás — é que o paciente, antes de se submeter a qualquer procedimento com a finalidade estética, faça exames pré-operatórios e passe por avaliação médica.
“Às vezes, a cirurgia não é adequada para o presente momento. Contudo, com algumas alterações nas condições do paciente, como a perda de peso, ele torna-se apto ao procedimento, o que é fundamental para reduzir os riscos e obter resultados convincentes”, finaliza o cirurgião.
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