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Claudia Meireles

Caso de abuso sexual envolvendo famoso provoca comoção no Reino Unido

A Justiça do Reino Unido investiga casos de abuso sexual contra uma celebridade; o nome do artista não foi divulgado

03/11/2026 19:47, atualizado 03/11/2026 20:54
Reprodução/ FreePik
Mulher juíza batendo o martelo

Um caso envolvendo acusações de abuso sexual contra uma celebridade tem movimentado a imprensa no Reino Unido. A identidade do homem, no entanto, permanece em sigilo. Nesta terça-feira (3/11), a Justiça britânica rejeitou o pedido do réu para impedir que as alegações fossem publicadas por meio da grande mídia, mas manteve o anonimato enquanto há possibilidade de recurso.

O homem é identificado no processo apenas pelas iniciais PPT. De acordo com o tabloide Daily Mail, as acusações apontam que ele teria “abusado de seu status” para manter “atividades sexuais impróprias e exploradoras” com mulheres e jovens ao longo de vários anos. Ele nega as alegações.

Reprodução/Redes SociaisFoto colorida de mulher escondendo o rosto - Metrópoles
Justiça do Reino Unido investiga acusações de abuso sexual contra uma celebridade; o nome do artista não foi divulgado

Entenda o caso da celebridade “anônima” acusada de abuso sexual no Reino Unido

O caso chegou à Justiça após a Independent Television News (ITN) e o jornal The Guardian conduzirem uma investigação conjunta sobre o comportamento atribuído à figura pública. Os veículos afirmam ter entrado em contato com mais de 100 pessoas durante a apuração.

Na tentativa de impedir a divulgação do conteúdo, PPT entrou com um pedido de liminar contra os dois veículos. O juiz Matthew Nicklin rejeitou a solicitação por entender que impedir a publicação representaria uma restrição grave à liberdade de expressão.

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CanvaReino Unido
O caso chegou à Justiça após a Independent Television News (ITN) e o jornal The Guardian conduzirem uma investigação conjunta sobre o comportamento atribuído à figura pública

No entanto, quando se trata da divulgação do nome, o magistrado reconheceu a gravidade da situação e considerou que a publicação poderia aumentar substancialmente o risco de suicídio.

“[A celebridade] afirmou repetidamente que pretende tirar a própria vida caso a publicação ocorra. Essas declarações devem ser levadas a sério, principalmente devido ao seu comportamento anterior. Contudo, elas não comprovam que o suicídio seja inevitável ou que o tratamento não possa reduzir o risco”, disse. 

Nicklin acrescentou que as acusações são “sérias” e capazes de contribuir significativamente para o debate público. O magistrado, porém, fez uma ressalva importante: o julgamento não analisou se as alegações contra PPT são verdadeiras.

O que diz a defesa da celebridade

A advogada Sara Mansoori KC representa PPT no processo. Ela afirmou que o cliente está “muito vulnerável” e, naquele momento, não tinha condições de orientá-la sobre uma eventual tentativa de recorrer.

Durante o julgamento, Mansoori sustentou que o homem nega as acusações e argumentou que a divulgação poderia trazer consequências graves à saúde dele.

A defesa também contestou o argumento de interesse público apresentado pelos veículos. “Dizem que têm o dever de publicar, porque é substancialmente do interesse público, porém a avaliação que fazem está errada. Um jornal não tem o direito de publicar informações à custa da morte ou mutilação de um indivíduo”, declarou.

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A defesa sustentou que o homem nega as acusações e argumentou que a divulgação poderia trazer consequências graves à saúde dele