Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Liberdade de expressão não pode ser confundida com violência, diz Lula

Declaração ocorreu durante a sanção da lei que endurece as penas para crimes cometidos contra menores em ambientes digitais

06/08/2026 17:50, atualizado 06/08/2026 18:07
Ricardo Stuckert
Presidente Lula concede entrevista a podcast no Palácio da Alvorada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que liberdade de expressão não pode ser confundida com violência ao falar sobre crimes cometidos em ambientes digitais, nesta quinta-feira (6/8). A declaração ocorreu durante a sanção do Projeto de Lei nº 3.066/2025, que endurece as penas para a violência sexual envolvendo crianças e adolescentes na internet.

Em cerimônia no Palácio do Planalto, o petista defendeu que o combate a crimes dessa natureza precisa ser ágil e relembrou que o tema já enfrentou resistência no Congresso Nacional sob a justificativa de que mudanças na legislação poderiam ferir a liberdade de expressão.

“Não vamos permitir que seja confundida uma coisa chamada liberdade de expressão, que todos nós defendemos, que é o direito de as pessoas se manifestarem contra ou a favor alguma coisa, mas que não permite que a liberdade de expressão seja confundida com genocídio, com assassinato, com violência, com banalidade contra o ser humano. É preciso ficar claro: tem limite”, disse o presidente.

Durante o evento, a primeira-dama Janja Lula da Silva cobrou o bloqueio da rede social Discord após o caso de uma adolescente de 13 anos que teve o suicídio transmitido por meio da plataforma. O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, anunciou que entraria com uma ação civil pública pedindo a responsabilização da empresa.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

“Esse não é só um caso isolado. São muitos e muitos casos e a gente precisa atuar junto ao Judiciário para tirar essa rede horrorosa do ar”, pediu Janja.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

O presidente pediu punição, na “forma mais forte”, de crimes cometidos em ambientes digitais. “Eu acho que temos que ter o direito e a obrigação de nos indignarmos contra qualquer empresa, qualquer plataforma, que possa praticar qualquer crime contra mulher, crianças e adolescentes”, afirmou.