Carla Amorim oferece tour guiado por Vik Muniz em nova exposição no CCBB
Carla reuniu 30 convidados para uma experiência imersiva na mostra A Olho Nu, de Vik Muniz, guiada pelo artista; expo ocupa o CCBB Brasília

A convite da ourives Carla Amorim, 30 convidadas da sociedade brasiliense foram agraciadas por uma visita guiada por Vik Muniz na nova exposição do artista no Centro Cultural Banco do Brasil, o CCBB. A mostra, intitulada A Olho Nu, desembarcou na capital federal nessa terça-feira (27/10) após passar por Recife, Salvador e Rio de Janeiro. A expo ficará aberta para visitação até 31 de janeiro de 2027.
Para receber o petit comité, Carla preparou um recepção em sua loja na QI 5 do Lago Sul, onde o seleto grupo pôde aproveitar um coquetel assinado pelo Buffet Bloco C, do chef Marcelo Petrarca. A seleção de fingerfoods ofereceu bruschettas e pastéis, entre outras delícias, que dividiram o paladar do grupo com doces saudáveis da Momma.
Da loja, o grupo seguiu de van até CCBB, onde se encontrou com o artista plástico. Vik guiou o grupo por toda mostra, que ocupa duas galerias do centro cultural. Com 188 obras entre fotografias, esculturas e outros objetos, a exposição percorre quatro décadas de criações do paulista. Ele compartilhou de forma exclusiva seu processo criativo.


À coluna Claudia Meireles, Carla Amorim contou que sempre admirou o trabalho do artista plástico. Quando soube que a mostra viria para a capital, viu o momento como uma oportunidade de promover o encontro.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“O Vik tem um trabalho belíssimo e que a gente sempre quer compartilhar, principalmente quando você tem a presença do artista para explicar e contar a trajetória das criações”, comentou. O grupo foi escolhido a dedo. “Queria trazer mais gente”, confessou a designer de joias.

Vik Muniz recebe convidadas
Aos dar boas-vindas aos convidados, Vik Muniz compartilhou que nasceu na periferia de São Paulo e nunca imaginou que a vida acabaria por transformá-lo em um artista plástico. Seu trabalho começou com a produção de pequenos objetos. Aos poucos, os itens foram instigando no artista a necessidade de fotografá-los para divulgação.
“Uma vez que eu tinha a foto na mão, pensei que nem precisava mais do objeto. No entanto, a relação entre a imagem do objeto e objeto ficou muito interessante e eu acabei entendendo que mais interessante ainda seria criar as coisas essencialmente para serem fotografadas. Essa era uma prática que ninguém fazia à época, era um nicho”, salientou.


Ao começar a experimentar da própria ideia, o artista optou por privilegiar “coisas que era mundanas”, o que se tornou uma assinatura do seu trabalho. Atualmente, ele é reconhecido internacionalmente justamente por sua capacidade de construir imagens a partir de materiais do cotidiano, como sucatas, brinquedos, recortes e até mesmo alimentos, como geleias, molhos e caviar.
Na mostra A Olho Nu, a curadoria abre com a obra Dois Pregos, de 1988. Essa é uma de suas fotografias iniciais. Muniz brinca com a percepção visual ao fotografar um prego real fixado à parede. Na parede da galeria, a imagem é presa com outro prego físico, uma forma de fazer com que o observador questione a própria percepção e a maneira como interpreta as imagens.
“Essa obra é uma mapa de tudo que vocês vão ver nessa exposição. Ela é o símbolo documentado da pior ilusão possível. Não que eu esteja interessado em iludir as pessoas, porém, desejo mostrar como elas dependem da ilusão para criar um conceito de realidade”, contou.
Mostra no CCBB passeia por série renomada do artista
Com o passar dos anos, Vik Muniz passou a estruturar o trabalho em séries, uma forma de explorar diferentes temas e materiais em torno de uma mesma provação.
Entre os conjuntos escolhidos por ele, sobressai-se especialmente Crianças de Açúcar, criado em 1996 a partir de uma viagem que fez à Ilha de St. Kitts, no Caribe. Naquele momento, ele vivia uma crise em seu trabalho. “Estava quase desistindo da arte”, desabafou.
Ao trocar obras que não conseguia vender, seguiu para o Caribe, onde conheceu as crianças que compõem a série. “Elas eram muito engraçadas, doces”, lembrou. No dia em que se despedia da ilha, Muniz contou que foi à casa de uma delas, Valentina. Ao encontrar os pais da pequena, notou que eram pessoas “muito amargas, cansadas”. O casal trabalhava como cortador de cana-de-açúcar, em jornadas exaustivas de mais de 12 horas.
“Ao voltar para Ipanema, para o Rio de Janeiro, eu fiquei olhando as fotos que tinha tirado dessas crianças. E imagina o que faz uma criança daquela se como achar um adulto. A doçura dela tinha sido extraída por meio do trabalho, entende?”, rememorou.

O trabalho foi exibido nos fundos da galeria de uma amiga, em Nova York, e acabou despertando o interesse de um crítico do New York Times, que dedicou dois terços do caderno de arte à exposição.
“Isso mudou minha vida completamente. Em questão de semanas, fui convidado para participar de uma exposição de três pessoas no MoMA, um trampolim para novos talentos da fotografia nos Estados Unidos. Um ano e meio depois, tive minha primeira retrospectiva no ICP, o International Center of Photography. Então, aquelas crianças desempenharam um papel fundamental na minha carreira”, concluiu.


Com curadoria assinada por Daniel Rangel, a empreitada abrange ainda séries como A partir de Warhol, na qual se inspira no ícone da Pop Art Andy Warhol. Um dos pontos altos da exposição, ele recria imagens consagradas como a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, a partir de texturas como geleia e pasta de amendoim.
Veja como foi a visita guiada por Vik Muniz a convite de Carla Amorim pelos cliques de Gustavo Lucena:



























Serviço
Buffet: Bloco C, de Marcelo Petrarca
Doces: Momma Doces Saudáveis
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