Daniel Toys lança nova exposição com curadoria de Monica Tachotte
Com entrada gratuita, a exposição O Que Nos Habita, de Daniel Toys, reúne obras inéditas e tem curadoria de Monica Tachotte

O artista visual Daniel Toys inaugurou, nessa terça-feira (18/8), a exposição O Que Nos Habita – Uma Cartografia Afetiva, na Galeria Rubem Valentim, no Espaço Cultural Renato Russo, em Brasília. Com a concepção e curadoria de Monica Tachotte, da Tachotte&Co, a mostra na 508 Sul reúne obras inéditas e apresenta uma nova fase da produção do brasiliense.
A abertura ocorreu em clima de celebração e marcou o primeiro contato do público com trabalhos que exploram memória, afeto e pertencimento. Além disso, a inauguração contou com o embalo do DJ Chicco Aquino, que deixou o astral do evento lá em cima.
Ao longo do percurso, elementos já conhecidos da identidade visual de Daniel Toys ganham novas interpretações e passam a compor uma espécie de mapa de experiência, lembranças e referências que acompanham o artista.
“A exposição surgiu a partir do convite da Monica Tachotte para ocupar esse espaço icônico de Brasília, que é o Espaço Renato Russo. Fiquei muito feliz!”, contou Daniel.

O Que Nos Habita: memória, afeto e pertencimento
O título da exposição funciona como um ponto de partida para a reflexão que ela traz, referente às experiências e às histórias que permanecem dentro de cada indivíduo. Em meio ao ritmo acelerado e ao excesso de estímulos da rotina contemporânea, as obras convidam os visitantes a diminuir o passo e voltar a olhar para memórias, vínculos e símbolos que são capazes de atravessar o tempo.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA ideia da cartografia afetiva surge justamente dessa tentativa de mapear sentimentos e vivências. O percurso foi pensado e construído por lembranças, relações e referências acumuladas ao longo da vida.
“Eu tentei trazer, por meio dessa exposição, a nova fase do meu trabalho, em que busco o sentimento das pessoas. Eu pintei paisagens de uma maneira lúdica, porque acredito que elas são mudadas e construídas dentro da gente a partir das nossas vivências e experiências”, explicou Daniel.
Na mostra, Daniel revisita símbolos recorrentes em sua trajetória e atribui novos significados a elementos que já fazem parte de sua linguagem. Cores vibrantes, formas geométricas e referências urbanas se fazem presentes, entretanto, aparecem atravessadas por uma perspectiva mais íntima e contemplativa.
A curadoria de Monica Tachotte
Responsável pela concepção, art advisory e pela curadoria da exposição, Monica Tachotte construiu o projeto a partir do diálogo entre a trajetória do artista e as questões propostas pelas novas obras. A seleção busca criar conexões entre passado e presente, experiência individual e memória coletiva.
Monica já ostenta uma carreira consolidada no mercado de arte brasileiro, desenvolvendo projetos relacionados a território, identidade, memória e transformações da paisagem contemporânea.
Em O Que Nos Habita, o trabalho curatorial conduz o visitante por diferentes camadas da produção de Daniel Toys, sem estabelecer uma única interpretação para as obras.
“Eu fiz o acompanhamento com o Daniel em que nós tivemos uma troca excelente, e isso possibilitou trazer um novo olhar para ele sobre a própria produção que ele está fazendo. Então, muitos dos trabalhos que estão aqui presentes foram produzidos especialmente para essa exposição, mas alguns também foram resgatados do que ele já tinha produzido”, afirmou Monica.
A parceria entre os dois também dialoga com outros projetos recentes da cena cultural brasiliense. Em 2026, Daniel Toys integrou a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, realizada no Teatro Nacional Claudio Santoro pelo Metrópoles Arte, e também conduzida por Monica Tachotte.
Das ruas de Brasília às galerias
Artista plástico, muralista, ilustrador e publicitário, Daniel Toys iniciou sua trajetória no grafite ainda na adolescência. Aos 13 anos, ele realizou seu primeiro mural no Guará, após se aproximar da arte urbana por meio do skate e do desenho.
Com o passar dos anos, o brasiliense levou a linguagem construída nas ruas para as telas, galerias e diferentes projetos culturais. A combinação das cores intensas, referências das culturas urbanas e composições geométricas tornou-se uma das principais características de seu trabalho artístico.
A exposição permanece aberta à visitação até 27 de setembro, com entrada gratuita. Ao propor um encontro entre arte, lembranças e pertencimento, Daniel Toys convida o público a refletir não apenas sobre aquilo que observa nas obras, como também sobre as experiências que carrega dentro de si.
Confira quem esteve presente no evento, pelo olhar de Gustavo Lucena:










































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