
Claudia MeirelesColunas

Ciência revela bebida aliada da longevidade; saiba qual
Associada a saúde intestinal, a bebida fermentada reúne nutrientes que ajudam a controlar a inflamação e podem ajudar no envelhecimento
atualizado
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Popular nas redes sociais e cada vez mais presente na rotina de quem busca uma alimentação equilibrada, o kefir — bebida fermentada produzida a partir de culturas de bactérias e leveduras — deixou de ser apenas uma tendência para ocupar espaço também na ciência.
Estudos recentes têm investigado o papel da bebida fermentada no envelhecimento saudável, especialmente por seus efeitos sobre o intestino, sistema imunológico e processos inflamatórios, fatores diretamente ligados ao aumento da expectativa de vida.
Segundo a nutricionista clínica Juliana Andrade, o diferencial do kefir está na sua composição nutricional, que reúne vitaminas do complexo B, K2 e peptídeos bioativos. “Essa combinação favorece a saúde intestinal, a modulação do sistema imune e processos metabólicos associados ao envelhecimento saudável”, destaca.
O que diz a ciência
Em adultos acima dos 40 anos, esses efeitos ganham ainda mais importância, já que o avanço da idade costuma vir acompanhado da fragilização do sistema imunológico, garante a especialista. Grande parte das evidências iniciais sobre longevidade vem de estudos com animais, especialmente camundongos.
A nutricionista Juliana Andrade reforça que os resultados não podem ser automaticamente relacionados aos humanos, mas são um importante marcador. “Esses estudos ajudam a entender mecanismos biológicos, como redução da inflamação e melhora metabólica, mas não garantem os mesmos efeitos em pessoas”, explica.
Ainda assim, ensaios clínicos em humanos já apontam impactos positivos do kefir na qualidade de vida e saúde metabólica, desde que inserido em um contexto de alimentação equilibrada e estilo de vida saudável.

Consumo da bebida fermentada
Embora não exista uma recomendação exata de consumo para conseguir os benefícios, a nutricionista destaca que os trabalhos científicos costumam adotar porções menores, mas frequentes. “A maioria dos estudos utiliza entre 100 e 250 ml por dia, com consumo regular”, pontua. A constância no consumo, segundo ela, é mais relevante que a quantidade.
Mesmo com os benefícios, existem grupos de pessoas que devem evitar o kefir: alérgicos à proteína do leite, pessoas com intolerância severa à lactose e diabéticos. “Em casos de imunossupressão grave, o consumo de alimentos fermentados deve ser avaliado individualmente por um profissional de saúde”, alerta.
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