De remédio a alimento: descubra como usar o delicioso e versátil kefir

Faz bem para a pele, regula o intestino e... pode ser utilizado em qualquer receita com iogurte. Conheça quem usa e aprenda a fazer o seu

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atualizado 14/05/2018 18:06

Uma colônia de microrganismos que, em contato com o leite, fermenta e gera um iogurte delicioso e nutritivo. Não se sabe ao certo onde nem quando o kefir surgiu, mas o método milenar de produção de laticínios está, pouco a pouco, ganhando espaço nas casas de quem antes só consumia produtos industrializados.

O motivo para a evolução lenta da prática é por ela ter acontecido no boca a boca: existe uma cultura de doação de mudas do fermentado. É dificílimo encontrar a colônia de bactérias para vender.

“Antigamente, eu achava um absurdo. Queria poder comprar esse negócio. Tive dificuldade em achar quem me doasse. Mas conheci grupos em redes sociais, gente que se ajuda, disposta a compartilhar receitas e dicas. A pessoa ganha, acha outros jeitos de fazer, descobre como funciona o próprio kefir com a prática”, comenta a estudante de publicidade Camila Roma, que faz o iogurte há alguns anos.

A jovem conheceu o kefir na casa de uma amiga, mas era medrosa demais para tentar a própria colônia de bactérias. Um dia, visitou uma loja de produtos naturais e ganhou uma doação: ligou desesperada para a colega, procurando ajuda. “Se pesquisar na internet, cada pessoa tem uma versão diferente de como cuidar. Kefir é quase filho, cada um cria de um jeito”, brinca.

O princípio é simples: os grãos de levedura consomem o açúcar do leite, a lactose. Quanto mais tempo de fermentação, mais cremoso e ácido ficará o iogurte. Para os veganos, a receita pode ser feita com leites vegetais. A bebida ajuda na regulação do intestino e da pele.

“Ultimamente, tenho feito kefir porque acho legal. É o mesmo prazer de fazer pão de fermentação natural, kombucha, cerveja e queijos caseiros… Nem me importo mais com os benefícios”, garante Camila.

No caso da empresária Ludmilla Moura, proprietária da confeitaria Dona Zuca, o kefir veio como necessidade alimentar. “Comecei porque tenho intestino preso e era uma forma natural de ajudar a funcionar. Deu certo”, pondera. A confeiteira consome o iogurte diariamente, com frutas e cereais.

Esse não é o único arranjo possível do kefir, no entanto. Aliás, qualquer receita que leva iogurte pode ter a substituição no preparo. “Eu gosto de bater com manga e óleo de coco, fica uma delícia. Também dá para melhorar o sorvete de banana congelada, misturando cacau e um pouquinho do kefir”, ensina Camila.

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Do kefir, é possível tirar outras receitas. “Depois de coar, deixo ele sorando em um filtro de papel. Depois de um dia, vai sobrar um tipo de pasta. Com ela, é possível fazer algo parecido com creamcheese, temperar com ervas, azeite e sal. O líquido restante é o soro concentrado do leite, pode ser consumido após a prática de atividades físicas”, aconselha Ludmilla.

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