
Claudia MeirelesColunas

Banha de porco x óleo de soja: nutricionista aponta o mais saudável
A nutricionista Adriana Loyola explica que usar banha de porco ou óleo de soja no preparo dos alimentos tem impacto direto na saúde
atualizado
Compartilhar notícia

Quem cresceu na casa da avó pode ter a ouvido falar sobre como a banha de porco é mais saudável que o óleo de soja. Entretanto, o ingrediente, por vezes, foi “demonizado” ao longo dos anos, conforme destaca a nutricionista Adriana Loyola. Recentemente, um estudo da Faculdade União das Américas, no Paraná, comprovou a tese das vovós.
Conforme a pesquisa, o consumo da banha de porco é mais indicado por impactar menos os níveis de colesterol. À coluna Claudia Meireles, a especialista em nutrição argumenta que a gordura animal extraída “ressurge como um ingrediente tradicional que, usado com equilíbrio, pode fazer parte de uma alimentação mais natural, saborosa e saudável.”
“Em tempos em que a ciência nutricional está revisando antigos mitos sobre as gorduras, cabe a cada pessoa — com orientação profissional — fazer escolhas mais conscientes e alinhadas com sua saúde individual”, aconselha a nutricionista.
Óleo de soja x banha de porco
Segundo a nutricionista, a escolha do tipo de gordura utilizada no preparo dos alimentos tem impacto direto na saúde metabólica, inflamatória e até hormonal. “Recentemente, novos estudos têm apontado que o consumo da banha pode ser mais vantajoso do que o do óleo de soja, especialmente quando analisados os perfis de gordura e os efeitos no corpo”, atesta.
Adriana explica que a banha de porco é de origem animal, composta majoritariamente por gorduras monoinsaturadas, a exemplo do ácido oleico, o mesmo presente no azeite de oliva. O ingrediente também integra uma parcela de gorduras saturadas e uma quantidade bem pequena de gorduras poli-insaturadas.

De origem vegetal, o óleo de soja apresenta “um perfil oposto”, conforme a especialista: “É rico em gorduras poli-insaturadas, especialmente o ácido linoleico (ômega-6), com pequenas quantidades de gorduras saturadas e monoinsaturadas.”
Adriana Loyola esclarece que, “na teoria”, os óleos vegetais poli-insaturados são considerados saudáveis, porém o excesso de ômega 6, especialmente em desequilíbrio com o ômega 3, tende a contribuir para um estado inflamatório crônico no corpo.
“Essa inflamação de baixo grau está relacionada a diversas doenças modernas, como obesidade, diabetes tipo 2, síndrome metabólica e problemas cardiovasculares”, cita a expert em nutrição.
Outro ponto ressaltado pela especialista envolve o óleo de soja passar por um processo industrial intenso. “Isso inclui extração de solventes químicos e refinamento, o que pode levar à formação de compostos pró-inflamatórios e à perda de antioxidantes naturais”, elucida.

Banha de porco
Adriana argumenta que a banha de porco, quando obtida de forma artesanal — ou seja, sem aditivos ou processos químicos agressivos — preserva melhor a estrutura lipídica. “Esse ingrediente é mais estável em altas temperaturas, o que reduz o risco de substâncias tóxicas durante o cozimento”, sugere.
“A composição da banha de porco por ser mais equilibrada entre gorduras saturadas e monoinsaturadas confere maior estabilidade térmica, tornando-a uma opção interessante para frituras e refogados”, orienta a nutricionista.
Ao concluir, a expert frisa sobre a banha de porco “de boa procedência” ser “uma escolha mais favorável à saúde”. Para fazer esse apontamento, ela levou em consideração o menor grau de inflamação, a estabilidade ao calor e o perfil de ácidos graxos mais estável da banha. Adriana instrui evitar o consumo em excesso.
Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.








