
Claudia MeirelesColunas

Amanda Seyfried relembra diagnóstico de TOC e diz que segue medicada
Atriz conta que recebeu o diagnóstico de TOC aos 19 anos, segue em tratamento até hoje e defende que a saúde mental seja levada a sério
atualizado
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Amanda Seyfried voltou a falar abertamente sobre sua saúde mental. Em entrevista recente, a atriz revelou que foi diagnosticada com um quadro “bem extremo” de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) quando tinha apenas 19 anos. À época, ela morava em Marina del Rey e gravava a série Big Love, quando os sintomas se intensificaram a ponto de exigirem apoio familiar.
“Minha mãe precisou tirar um tempo do trabalho na Pensilvânia para morar comigo por um mês”, contou a atriz. O período incluiu exames médicos e avaliações neurológicas até que o diagnóstico fosse confirmado.
O início do tratamento e o uso contínuo de medicação
Após realizar exames cerebrais, Seyfried iniciou o tratamento medicamentoso, que mantém até hoje.
“Foi quando comecei a tomar a medicação — que uso até hoje, todas as noites”, revelou.
Segundo ela, a constância no tratamento foi essencial para estabilizar os sintomas e permitir que seguisse trabalhando.
O TOC é uma doença caracterizada por pensamentos intrusivos e medos recorrentes que levam a comportamentos repetitivos, interferindo na rotina e causando sofrimento significativo.

Como o TOC influenciou escolhas
Conviver com o transtorno desde jovem também moldou a forma como Amanda encarou a carreira. A atriz contou que nunca se deixou abalar profundamente por rejeições profissionais. “Faz parte do jogo”, disse, explicando que lidar com a condição acabou tornando certas frustrações menos impactantes do que outros gatilhos emocionais.
Evitar gatilhos
Para preservar o equilíbrio emocional, Seyfried aprendeu cedo a evitar situações que pudessem piorar os sintomas.
“Evito beber demais, não uso drogas e não viro a noite”, afirmou.
A atriz destacou que sua experiência foi bem diferente da de muitos colegas da indústria na juventude.
“Eu até marcava de sair, mas acabava não indo”, contou, rindo. “Fiz escolhas. Não entrei no mundo das baladas. Dou esse crédito ao meu TOC.”
O estigma em torno das doenças mentais
Em entrevistas anteriores, a atriz já havia comentado sobre o uso contínuo de medicamentos psiquiátricos desde os 19 anos e deixou claro que não pretende interromper o tratamento.
“Estou na dose mais baixa e não vejo motivo para parar. Seja efeito placebo ou não, não quero arriscar. E contra o que você está lutando? Apenas contra o estigma de usar uma ferramenta?”, afirmou.
Para Amanda, a sociedade ainda trata a saúde mental de forma desigual.
“As pessoas colocam a doença mental em uma categoria diferente, mas eu não acho que seja assim. Ela deveria ser levada tão a sério quanto qualquer outra.”
Quando parecia um problema físico
Seyfried também revelou que, no início, acreditou que seus sintomas tivessem uma causa física.
“Eu tinha uma ansiedade muito forte por causa do TOC e cheguei a achar que tinha um tumor no cérebro”, contou.
Após realizar uma ressonância magnética, foi encaminhada a um psiquiatra, o que ajudou a esclarecer a origem dos sintomas.
Aprendizados com o tempo e a redução dos medos
Com o passar dos anos, a atriz percebeu uma melhora significativa.
“À medida que envelheço, os pensamentos compulsivos e os medos diminuíram bastante. Saber que muitos deles não são baseados na realidade ajuda muito”, afirmou.
Ela também já disse que o TOC faz parte de quem ela é e, de certa forma, contribui para seu trabalho.
“É uma parte de mim que me protege e que também uso de maneira positiva na atuação”, compartilhou em outra entrevista.
“Se dá para tratar, então trate”
Ao falar publicamente sobre o tema, Amanda Seyfried reforça a importância de buscar ajuda e normalizar o tratamento.
“Você não vê a doença mental — não é um tumor, não é um cisto —, mas ela existe”, afirmou. “Se dá para tratar, então trate.”
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