
Claudia MeirelesColunas

Almoço dos indicados ao Oscar 2026 reúne estrelas em clima de festa
Almoço dos indicados marca temporada de premiações com discursos emocionantes, encontros históricos e os favoritos da corrida pelo Oscar
atualizado
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Enquanto a expectativa para a cerimônia do Oscar cresce rumo a 15 de março, os principais nomes da temporada se reuniram na terça-feira (10/2) no tradicional almoço de gala dos indicados da Academia, realizado no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles. O encontro anual, que antecede a reta final da corrida pelas estatuetas, é conhecido por ser um dos momentos mais leves, descontraídos e emocionantes, do calendário de Hollywood.
Por algumas horas, os concorrentes deixam de ser “rivais” e viram colegas celebrando conquistas. Sem assessores, sem estratégias de campanha e com lugares sorteados à mesa, o almoço funciona como um raro respiro no meio da maratona de eventos promocionais.


Um começo descontraído entre estrelas
Emma Stone foi uma das primeiras a chegar, conversando com convidados enquanto o salão ainda se enchia. Logo depois, Rose Byrne e Kate Hudson se juntaram ao grupo, retomando diálogos como velhas amigas. Segundo a imprensa internacional, o clima era relaxado, quase surreal, com alguns dos nomes mais disputados da temporada dividindo mesas e histórias.
Antes mesmo do início oficial do evento, Stone e Hudson protagonizaram um daqueles momentos clássicos de bastidor: uma pausa no banheiro feminino para risadas longe das câmeras, provando que até as melhores atrizes indicadas ao Oscar precisam de um momento de fofoca.
A chegada de Jacob Elordi e Teyana Taylor, porém, roubou completamente a cena. Fotógrafos se aglomeraram imediatamente, transformando a entrada da dupla em um verdadeiro espetáculo. Taylor foi recebida calorosamente por colegas, incluindo a indicada ao design de produção Hannah Beachler, que a agradeceu emocionada: “Obrigada por tudo. Obrigada por ser quem você é.”
O discurso que refletiu o ano do cinema
A presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, Lynette Howell Taylor, abriu o almoço com um discurso que misturou sensibilidade e celebração.
“Que ano foi 2025. O mundo partiu nossos corações, mas os cineastas continuaram encontrando formas de nos inspirar, nos unir e nos lembrar por que as histórias importam”, afirmou.


Ela destacou que os indicados deste ano representam 29 países, que a Academia alcançou participação recorde entre seus mais de 11 mil membros votantes e que, de forma histórica, 76 mulheres foram nomeadas.
Howell Taylor também celebrou o reconhecimento aos diretores de elenco, uma categoria ainda recente, e reforçou o caráter cada vez mais global do Oscar.
Favoritos se destacam entre aplausos
Entre os filmes mais celebrados da tarde, dois dominaram as indicações:
- Pecadores, de Ryan Coogler, liderou com impressionantes 16 nomeações, um recorde recente da premiação.
- Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, veio logo atrás, com 13 indicações.
Ambos disputam o prêmio de Melhor Filme ao lado de produções como:
- Bugonia
- F1
- Frankenstein
- Hamnet
- Marty Supreme
- O Agente Secreto
- Valor Sentimental
- Sonhos de Trem
Quando o nome de Ryan Coogler foi anunciado nas categorias de filme, direção e roteiro original, o salão reagiu com o aplauso mais intenso da tarde. Sua esposa e produtora indicada, Zinzi Coogler, foi uma das mais entusiasmadas.
Outro momento de forte reação veio com a entrada de Benicio del Toro, indicado como ator coadjuvante, seguido por Guillermo del Toro, produtor de Frankenstein.

Brasileiros celebram forte presença no Oscar
Um dos destaques emocionantes do almoço veio da mesa onde estava o diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso, indicado por Sonhos de Trem. A cada nome brasileiro anunciado, ele comemorava em voz alta — especialmente Wagner Moura, indicado a Melhor Ator por O Agente Secreto, e o cineasta Kleber Mendonça Filho.
O clima virou praticamente de torcida organizada verde-amarela no meio do salão.

Um dos grupos mais altos da história do Oscar
Entre risadas discretas, uma observação virou consenso: esta pode ter sido uma das turmas mais altas de indicados de todos os tempos. Jacob Elordi (1,96 m), Stellan Skarsgård (1,91 m) e Oliver Laxe (1,98 m) exigiram criatividade nas fotos de grupo. Uma solução frequente era incluir Guillermo del Toro (1,78 m) na composição — cuja presença, além de equilibrar o enquadramento, sempre arrancava gargalhadas.

Conselhos para a grande noite
Antes do encerramento, Howell Taylor ofereceu orientações práticas para os indicados, recebidas com risos e atenção:
Ela lembrou que os discursos têm apenas 45 segundos, que a música de encerramento realmente entra sem piedade, e que agradecer listas intermináveis de nomes costuma dar errado.
“Em vez disso, falem com o coração. Digam o que esse momento significa para vocês.”
Outros conselhos incluíram ter apenas uma pessoa falando em premiações coletivas, não usar celular no palco e não se inclinar demais no microfone.

Reencontros, abraços e momentos emocionantes
Kate Hudson marcou seu retorno ao universo do Oscar após 25 anos desde sua indicação por Quase Famosos. Jessie Buckley celebrou sua primeira indicação como protagonista por Hamnet e se emocionou ao abraçar Rose Byrne, também forte candidata na categoria de Melhor Atriz. Chloé Zhao circulava sorridente pelo salão, enquanto Elle Fanning aproveitava sua primeira nomeação da carreira.
Houve ainda encontros marcantes entre Ethan Hawke, Timothée Chalamet e o produtor Michael Barker, com os atores agradecendo a ele por suas trajetórias profissionais, um momento que o deixou visivelmente comovido. Nos bastidores, Paul Thomas Anderson foi visto conversando longamente com Steven Spielberg no lobby do hotel.

Um retrato histórico da turma de 2026
O tradicional momento da foto oficial reuniu todos os indicados sob comando de Lou Diamond Phillips, que lembrou:
“Ser indicado já é vencer probabilidades absurdas. Essa conquista é de vocês para sempre.”
A imagem final, caótica, alegre e histórica, capturou perfeitamente o espírito do evento.

Mais do que uma competição
Antes de irem embora, os convidados preencheram um cartão com a pergunta:
“Qual filme fez você querer fazer parte deste mundo?”
Uma despedida simbólica para um almoço que não é sobre prever vencedores, mas sobre lembrar por que todos ali se apaixonaram pelo cinema.

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