Andreza Matais

Tarcísio é visto como independente demais pela centro-direita

A ponderação entre políticos do PP, União Brasil e PL é que Tarcísio é “muito ele”, muito independente e tiraria poder do Centrão

atualizado

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Igo Estrela/ Metrópoles
Bolsonaro Tarcísio Moraes
1 de 1 Bolsonaro Tarcísio Moraes - Foto: Igo Estrela/ Metrópoles

Na política, nem sempre o que se vê a olho nu é o que realmente parece ser. Nome com maior potencial eleitoral para enfrentar Lula nas eleições de 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é visto com desconfiança por partidos de centro-direita.

A coluna conversou reservadamente com caciques que hoje têm a estrutura necessária para viabilizar uma candidatura – tempo de TV e muito dinheiro do fundo eleitoral – e a ponderação é que Tarcísio é “muito ele”, muito independente.

Esse grupo o compara a Dilma Rousseff, que não se deixou tutelar pelo arco de alianças que a elegeu, nem mesmo pelo PT e acabou caindo.

Foto colorida do governador Tarcísio de Freitas - Metrópoles
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Um governo desarticulado e fraco como Lula III, interessa ao Centrão e à direita, que ocupa o espaço vazio dando as cartas na política.

A subversão da ordem foi demonstrada há semanas com a recusa de um deputado do Centrão (grupo ideológico que se alimenta de cargos e emendas) em aceitar o Ministério das Comunicações – algo impensável até pouco tempo.

A coluna apurou que a humilhação imposta ao governo foi um recado de Davi Alcolumbre (União Brasil) por uma tentativa da ministra Gleisi Hoffmann (Articulação Política) de tentar bypassar o todo-poderoso presidente do Congresso, apresentando a Lula um nome como se fosse de Alcolumbre.

Ex-ministro das Comunicações e ex-marido de Gleisi, Paulo Bernardo ressuscitou neste governo, tentando abrir espaço na área em que já foi todo-poderoso. Caiu no ostracismo após ser alvo da Lava Jato. Com a anuência da petista, tenta emplacar um diretor na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e tentou influenciar na nomeação do ministério.

Se vingar (o casamento ainda não foi registrado no TSE), a federação União Brasil-PP retira de Lula o apoio da dupla à sua reeleição – mesmo o União tendo  ministros em seu governo. Os dois maiores partidos do Brasil hoje são de direita, considerando a federação (que é obrigada a seguir o mesmo caminho nas eleições) e o PL.

Seus caciques dizem esperar uma decisão de Jair Bolsonaro (PL) sobre quem ele irá indicar para a disputa presidencial. Esse grupo torce para que seja alguém com o sobrenome Bolsonaro, que consideram seria mais um presidente-marionete nas mãos do Congresso, papel que Tarcísio como governador já demonstrou que não topa fazer.

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