Andreza Matais

Rueda dizia que ganharia bilhões para intermediar venda do Master

Presidente do União Brasil disse a interlocutores que negócio renderia a ele muito dinheiro e vendia proximidade com o presidente do BRB

atualizado

metropoles.com

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O presidente do União Brasil, Antônio Rueda
1 de 1 O presidente do União Brasil, Antônio Rueda - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, afirmou a mais de um interlocutor que ganharia bilhões com a concretização da venda do Banco Master ao BRB.

Daniel Vorcaro conheceu Rueda por intermédio de Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB.

À frente do União Brasil, terceiro maior partido político do país, Rueda é alvo do Palácio do Planalto e da Polícia Federal. O presidente Lula já demonstrou publicamente que não gosta do dirigente por ele ter articulado a derrubada de seu padrinho político, deputado Luciano Bivar (PE). Assim como Vorcaro, o enriquecimento repentino de Rueda e a ostentação com festas, mansões e bens de luxo chamam a atenção no meio político.

Mensagens reveladas por O Globo mostram que o então presidente do BRB relatou a Vorcaro um encontro com Rueda, transmitindo o recado de que o dirigente gostaria de se reunir com ele.

Em outra frente, Rueda operou para que dinheiro do Fundo de Previdência do Rio fosse aplicado no Master.

Rueda, Ciro e Alcolumbre – os alvos do governo

A coluna apurou que o núcleo político do governo estimulou Lula a atacar Vorcaro e o caso Master por acreditar que as investigações atingiriam Rueda, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil) — uma trinca que daria suporte à eleição do opositor de Lula ao Planalto nas eleições deste ano. Juntos, União Brasil e PP concentram a maior força partidária do país.

Dos três, apenas Ciro Nogueira conseguiu sair da mira por suas ótimas relações com o comando do PT.

Em comum, Rueda, Ciro e Alcolumbre frequentavam as festinhas promovidas por Vorcaro. A cena de Alcolumbre dançando é narrada por 10 entre 10 políticos em Brasília.

A meia volta volver do governo

A estratégia de usar a operação para corroer o Centrão mostrou-se equivocada quando o envolvimento de petistas veio à tona.

Como revelou o Metrópoles, o Master contratou Ricardo Lewandowski e Guido Mantega.

Ex-ministro do Supremo, Lewandowski permaneceu na folha de pagamento de Vorcaro mesmo enquanto ocupava o cargo de ministro da Justiça no governo Lula, com remuneração de R$ 250 mil mensais. Mantega, por sua vez, tinha contrato de R$ 1 milhão por mês.

O pedido de emprego partiu do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

O Metrópoles revelou que a nora de Wagner também estava na folha de pagamento do Master. Florista, ela recebia milhões por meio da BK Financeira.

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