Ministros do STF temem ser barrados em estádios da Copa nos EUA
Avaliação interna é que restrições ainda podem estar vigentes; eventual impedimento só seria descoberto no desembarque

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm evitado a ideia de assistir aos jogos da Copa do Mundo realizados nos Estados Unidos. O receio é serem barrados na chegada aos aeroportos ou até mesmo na entrada dos estádios por eventuais efeitos remanescentes da Lei Magnitsky.
Não é possível saber se os magistrados seguem total ou parcialmente sujeitos aos efeitos das sanções do governo de Donald Trump. No ano passado, a administração norte-americana sancionou Alexandre de Moraes com base a Lei Magnitsky e restringiu vistos de várias autoridades. Só Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques teriam sido poupados.
Em dezembro passado, os EUA retiraram a sanção aplicada a Moraes dias depois de um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os vistos, contudo, permanecem uma incógnita e ninguém quer arriscar o constrangimento de ser barrado na imigração.
O ministro Luís Roberto Barroso deixou o STF logo após o término de sua Presidência em outubro. A Magnitsky estava em vigor. Ele declarou várias vezes que a restrição a vistos era “desagradável”. “Essa questão dos Estados Unidos quanto ao visto é desagradável”, afirmou à CNN Brasil. “Uma pena que tem acontecido, é injusto, mas não deixa de ser uma competência discricionária de cada país”, continuou.
A Copa do Mundo é disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. Ao menos na primeira fase, o Brasil jogará apenas nos Estados Unidos.
O governo americano restringiu os deslocamentos da seleção do Irã dentro do país, meio ao conflito armado entre os dois países no Oriente Médio. Os iranianos reclamaram à Fifa (Federação Internacional das Associações de Futebol), a organizadora da Copa.




