
Andreza MataisColunas

MBL rompe com governo Tarcísio e sai atirando: “Patrimonialista”
Líder do MBL, Renan Santos disse à coluna que projeto de Tarcísio com Ciro Nogueira é incompatível com princípios do grupo
atualizado
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O Movimento Brasil Livre, o MBL, anunciou o rompimento de um de seus principais quadros, o deputado estadual Guto Zacarias (União-SP), com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) — e saiu atirando.
O presidente Renan dos Santos disse à coluna que Tarcísio faz um governo “convencional” e “patrimonialista” (quando o político mistura interesses públicos e privados).
“Tarcísio se aproxima cada vez mais do patrimonialismo de Ciro Nogueira, seu provável vice, e se distancia dos princípios que geraram nossa aproximação”, afirmou o dirigente do MBL.
A coluna apurou que o governador tentou reverter o desembarque, mas sem sucesso.
“O MBL, como um todo, nunca teve uma relação formal com o Tarcísio, mas tivemos uma boa relação política nos últimos anos. Nossos projetos para 26, entretanto, são como água e óleo”, diz o líder do MBL.
O grupo teve sucesso na coleta de assinaturas e está em vias de conseguir registrar o próprio partido político, a Missão. A nova legenda disputará a presidência da República em 2026, embora o nome do candidato ainda não esteja definido.
Presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI) lidera, junto ao União Brasil, a maior força de direita atualmente no país. Em entrevista ao Contexto Metrópoles, o senador disse que o governador é “imbatível” nas eleições presidenciais de 2026.
O MBL ocupava a vice-liderança do governo Tarcísio na Assembleia Legislativa até ontem, 20/08, representado pelo deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil).
Ele entregou o posto, acusando Tarcísio de contribuir para “aumentar a mamata para quem ganha R$ 40 mil”. “Eu não quero mais privilégio para o Judiciário”, disse.
As três razões para o desembarque do MBL do governo Tarcísio:
Aumento de salário dos procuradores paulistas, que já ganham R$ 40 mil
Criação de 1.300 novos cargos no TJ, com impacto de R$ 20 milhões por mês
Aprovação de 130 novos cargos para a Defensoria Pública de SP, que custarão R$ 305 milhões até 2027
