Rejeição a Lula cai e a de Tarcísio aumenta, diz pesquisa da Quaest

Índice de rejeição do presidente da República caiu pela primeira vez desde o início do ano, aponta levantamento

atualizado

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Lula e Tarcísio de Freitas - Metrópoles
1 de 1 Lula e Tarcísio de Freitas - Metrópoles - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (21/8), mostra que a rejeição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diminuiu pela primeira vez desde o início do ano. Por outro lado, o índice aumentou entre os candidatos de oposição, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Em janeiro deste ano, o índice de rejeição em relação a Lula era de 49%. O número aumentou em março (55%) e em maio (57%), mas caiu para 51% em agosto.

Tarcísio tinha 32% de rejeição em janeiro e março, e 33% em maio. Em agosto, o índice subiu seis pontos percentuais e atingiu 39%.

A rejeição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível, aumentou de 55% em maio para 57% em agosto. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL), seu filho, também aparece com o mesmo número. Ambos são os nomes com maior índice de rejeição entre os principais pré-candidatos.

O levantamento indica Lula liderando em todos os cenários de primeiro e segundo turnos.

Cenários de 2º turno

A pesquisa simulou nove possíveis confrontos diretos. Em todos eles, Lula venceria seus adversários. Contra Jair Bolsonaro, a vantagem seria de 12 pontos percentuais (47% a 35%).

O desempenho de Tarcísio é o melhor entre os aliados de Bolsonaro. Ainda assim, Lula venceria: 43% a 35%.

Já contra Michelle Bolsonaro, Lula aparece com 47%, contra 34% da ex-primeira-dama.

Nos demais cenários, o petista venceria Ratinho Júnior por 44% a 34%; Eduardo Bolsonaro por 47% a 32%; o governador Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, por 46% a 30%; Zema, por 46% a 32%; Caiado, por 47% a 31%; e Flávio Bolsonaro, 48% a 32%.

Rejeição às candidaturas

Apesar da liderança, 58% dos eleitores dizem que Lula não deveria disputar a reeleição em 2026. Esse índice é majoritário em quase todos os estados pesquisados, com exceção da Bahia e de Pernambuco.

Já em relação ao ex-mandatário Jair Bolsonaro, a resistência é ainda maior: 65% dos entrevistados acreditam que ele deveria desistir da disputa e apoiar outro nome da direita.

A pesquisa também evidencia que 47% dos brasileiros têm mais receio da volta de Bolsonaro ao poder do que da reeleição de Lula (39%).

O ex-presidente encontra-se inelegível até outubro de 2030 em decorrência de decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em junho de 2023, o TSE concluiu, por votação de 5 a 2, que a chapa Bolsonaro–Braga Netto cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao realizar campanha durante evento oficial com embaixadores em julho de 2022.

O levantamento também revela um alto grau de incerteza. Na pesquisa espontânea, dois em cada três eleitores (66%) ainda não sabem em quem votar.

Dados

A pesquisa foi realizada entre 13 e 17 de agosto de 2025, com 12.150 entrevistas presenciais em oito estados que concentram 66% do eleitorado nacional (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Pernambuco).

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