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Andreza Matais

Master: senadores terão reunião com ministro André Mendonça na terça

Depoimento de Daniel Vorcaro não irá mais ocorrer nesta terça-feira. Senadores vão definir data e local em reunião pela manhã

Repórter de Andreza Matais23/02/2026 20:37, atualizado 24/02/2026 06:43
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
André Mendonça

O grupo de senadores da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado definiu, na noite desta segunda (23/2), uma reunião para esta terça-feira (24/2) com o ministro André Mendonça, relator no Supremo das investigações sobre o Banco Master.

O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse à coluna que a agenda está marcada para as 14h30. Na ocasião, o grupo irá requisitar informações sobre o processo com o argumento de que o colegiado é responsável pela fiscalização do sistema financeiro, e cabe à CAE alterar a legislação desse tema.

Renan Calheiros durante comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 1303 25, que tributa aplicações financeiras e ativos virtuais Metropoles 2
Senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da CAE

O banqueiro Daniel Vorcaro não irá mais depor na CAE nesta terça-feira (24/2). Pela manhã, os senadores irão deliberar sobre a proposta da defesa para que ele seja ouvido em São Paulo ou por videoconferência, a fim de evitar a logística do deslocamento até Brasília. Monitorado por tornozeleira eletrônica, Vorcaro teria de viajar escoltado pela Polícia Federal, o que exige um aparato específico.

Calheiros afirmou à coluna que uma das hipóteses é ouvir Vorcaro num prédio público em São Paulo.

O depoimento presencial não está descartado, mas é uma alternativa que a defesa tenta evitar. A forma e a nova data estão sendo negociadas por Calheiros e integrantes da CAE.

Vorcaro tem reiterado à defesa que está disposto a responder aos questionamentos dos senadores sobre os negócios do Banco Master e o processo de liquidação da instituição. Nas tratativas com o presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL) pediu que não sejam abordados temas relacionados à sua vida pessoal.

O banqueiro é acusado de fraudar o sistema financeiro oferecendo investimentos sem lastro. A defesa sustenta que ele foi vítima de grandes bancos que trabalham para impedir novos entrantes no mercado e que nenhum credor do Master ficou sem receber.