Bolsonaristas nos EUA: improváveis sanções a mais membros do STF agora
Magnitsky contra outros integrantes do STF agora é improvável, já que prisão de Bolsonaro foi decisão monocrática de Alexandre, dizem

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) radicados nos EUA dizem ser improvável que a Casa Branca aplique sanções, como a Lei Magnitsky, a outros integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) neste momento.
Como a decisão da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi tomada de forma monocrática pelo ministro Alexandre de Moraes, nesta segunda-feira (4), não haveria razão para estender a punição a outros membros da Corte, pelo menos por agora.
“Vai haver uma resposta, mas não será Magnitsky em geral (do STF)”, diz o jornalista e youtuber Paulo Figueiredo. Ele é interlocutor do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e tem acesso a integrantes do governo Trump.
“Donald Trump faz o que Donald Trump quer”, diz ele. “Mas considero improvável (uma retaliação) para agora”, completa.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEmbora Alexandre de Moraes não tenha bens conhecidos nos Estados Unidos, este é o caso de familiares de outros ministros do STF, como o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.
Como mostrou a coluna, a família do presidente do STF tem um apartamento avaliado em mais de R$ 20 milhões em Miami. Em caso de aplicação da Lei Magnitsky contra Barroso, esse ativo poderia ser bloqueado.
A partir da decisão de Alexandre de Moraes, Bolsonaro passa a cumprir prisão domiciliar em sua casa, no bairro Jardim Botânico, em Brasília.
Segundo Moraes, a medida foi motivada pelo descumprimento de medidas cautelares, incluindo uso indireto de redes sociais por meio de aliados, o que indicava tentativa de influência sobre manifestações públicas.
A aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes foi anunciada na semana passada pelo governo dos EUA. O instrumento é usado para punir violadores de direitos humanos e responsáveis por grandes casos de corrupção.
Ao anunciar a punição, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que Moraes é responsável por uma “campanha opressiva de censura”.
“Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos judicializados com motivação política — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará responsabilizando aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”, diz o comunicado de Bessent.





