Fachin dá tiro no pé e caso Moraes pode ficar para "Dia de São Nunca"
Ministros devem recorrer a pedidos sucessivos de vista após Fachin decidir restringir sessão à análise da conduta de Alexandre de Moraes

Ao discordar do pedido para incluir na pauta de terça-feira, 15/9, análise sobre a conduta do ministro André Mendonça, o presidente do Supremo, Edson Fachin, deu um tiro no pé. Já que a sessão será apenas para analisar se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado, ministros irão pedir vista inviabilizando a votação.
Os ministros podem pedir vista um atrás do outro. Quando um devolve para julgar, outro pede. Há julgamentos no Supremo que levam décadas nesse vai e vem.
Pelo Regimento Interno do Supremo, o ministro que pedir vista tem prazo de 90 dias para devolver o processo para julgamento. Encerrado esse período, os autos são automaticamente liberados para que o julgamento prossiga. Na prática, porém, um novo pedido de vista pode ser feito por outro ministro, prolongando novamente a análise do caso.
Um acordo para evitar os sucessivos pedidos de vista passa por incluir numa mesma sessão os casos de Moraes (ele pode ser investigado por suas relações com Daniel Vorcaro) e André Mendonça (acusado por Moraes de seletividade e pela PGR de ter cometido ilegalidade ao avançar em investigação sobre Moraes sem o aval da Corte).
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