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Andreza Matais

Condenação de Heleno a 21 anos de prisão chocou Exército

No Exército, se esperava uma pena menor para o general, que ocupou vários postos de destaque na instituição

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
General Augusto Heleno durante primeira Turma 1 do Supremo Tribunal Federal STF comecou a interrogar os reus do nucleo 1 por participacao na suposta trama golpista - Metrópoles 3

A condenação do general Augusto Heleno a 21 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) surpreendeu integrantes do Exército, que apostavam em uma pena menor ou até mesmo na absolvição do general, condenado por planejar um golpe de Estado e atentar contra o Estado Democrático de Direito.

“Foi um choque no Exército porque Heleno era um líder para a instituição. Foi comandante militar no Haiti e tinha a honraria de ter sido o primeiro colocado nas três escolas militares – o que não é algo muito comum”, afirmou a jornalista Mônica Gugliano, especialista na área militar, ao Contexto Metrópoles.

Heleno chefiou o Centro de Comunicação Social do Exército e foi comandante militar da Amazônia, um posto nobre, de 2007 a 2009. Foi nessa época, destacou a jornalista, que o general se desentendeu com o então governo Lula por criticar a política indigenista.

A condenação do general Paulo Sérgio, ex-ministro da Defesa de Jair Bolsonaro, a 19 anos também deixou generais “chocados”, segundo apuração da jornalista.

Os militares condenados pelo Supremo serão submetidos a julgamento no Superior Tribunal Militar (STM), que poderá declará-los indignos para o exercício da função. A partir disso, os comandantes poderão decretar a perda das patentes, o que, para os militares, é mais desonroso do que a própria condenação pelo STF.