“Tomara que morra”: hospitalizado, CAC é preso após matar vizinho
Prisão preventiva foi decretada após troca de tiros entre vizinhos motivada pelo barulho de uma festa em Diadema, região metropolitana de SP

A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante do comerciante Luciano Smanioto Matos, de 46 anos (imagem em destaque), investigado por matar o vizinho Willian de Assis Costa, 35, durante uma troca de tiros em Diadema, na Grande São Paulo.
A decisão foi tomada na segunda-feira (3/8), enquanto Luciano ainda estava hospitalizado. O comerciante havia sido baleado em uma das pernas e submetido a procedimento cirúrgico. A audiência de custódia foi registrada no processo como referente ao investigado “hospitalizado”. Na sequência, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) encaminhou à Polícia Civil o mandado de prisão preventiva para cumprimento, feito na unidade de saúde.
Uma testemunha afirmou que, após atirar em Willian, Luciano teria dito: “Tomou para aprender, tomara que morra”. A versão é contestada parcialmente pelo irmão do comerciante, segundo o qual Willian teria sacado a arma primeiro e dito “sou CAC” antes dos disparos.
Ele seguia internado até a publicação desta reportagem, como apurou a coluna, na tarde desta quarta-feira (5/8), com fontes que acompanham o caso.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPreso no hospital
Luciano sequer foi ainda interrogado pela Polícia Civil, por causa da hospitalização. Segundo o registro policial, ele foi encontrado por investigadores em uma unidade de saúde pouco depois do crime e teve a prisão em flagrante decretada ainda durante o atendimento médico.
No dia seguinte, a prisão foi analisada pela Vara Regional das Garantias de Osasco e convertida em preventiva, ou seja, por tempo indeterminado.
A ficha de antecedentes anexada ao processo não apontava registros criminais, inquéritos, processos ou mandados anteriores contra o comerciante. A defesa dele não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.
Casas atingidas
O tiroteio ocorreu no início da manhã de domingo (2/8), após uma festa promovida por Willian. De acordo com a investigação, ele teria disparado para o alto durante a madrugada. Mais tarde, foi até a casa de Luciano, onde os dois discutiram e trocaram tiros. Ambos possuíam registro de Caçador, Atirador Desportivo e Colecionador (CAC).
Willian morreu na calçada, ainda com sua pistola calibre 9 milímetros na mão. Luciano foi atingido na perna. A mãe dele, uma aposentada de 64 anos, também sofreu ferimentos nas costas e nas nádegas provocados por estilhaços. Ela foi socorrida e liberada no mesmo dia.
Policiais civis encontraram marcas de tiros no portão da casa de Luciano e em ao menos outros dois imóveis da rua. Na área onde ocorreu a festa, foram localizadas três cápsulas. As pistolas usadas pelos vizinhos foram apreendidas e encaminhadas para perícia.
















