Prefeitura aponta tiro desnecessário e descuido de GCM que matou entregador
Processo interno atribui ao subinspetor Reginaldo Alves Feitosa disparo desnecessário e uso descuidado da arma que terminou em morte

A Prefeitura de São Paulo atribuiu ao subinspetor da Guarda Civil Metropolitana (GCM) Reginaldo Alves Feitosa condutas consideradas graves durante o episódio em que ele matou, em abril, o entregador Douglas Renato Scheeffer Zwarg, de 39 anos, com um tiro nas costas.
Entre as acusações feitas no processo administrativo, consultado em primeira mão pela coluna, consta o disparo da arma de fogo, “dado sem necessidade”, e manuseio do armamento de “maneira descuidada”, culminando na morte de outra pessoa.
Conduta considerada grave
A administração municipal também aponta que Feitosa teria descumprido deveres básicos da função, entre eles seguir as normas da corporação e manter comportamento compatível com o cargo que ocupava.
Na prática, a Prefeitura ainda não concluiu que o subinspetor é culpado nem decidiu pela demissão. As acusações serão analisadas no processo, no qual Feitosa poderá apresentar sua versão. A defesa dele não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesMorte perto do Ibirapuera
Douglas foi morto em 10 de abril, nas proximidades do Parque do Ibirapuera, em Moema, na zona sul de São Paulo. O entregador voltava do trabalho quando foi atingido nas costas.
Feitosa afirmou à Polícia Civil que o tiro teria ocorrido acidentalmente no momento em que ele saía da viatura. O relato, porém, passou a ser investigado e o subinspetor acabou afastado das funções operacionais.
As infrações apontadas agora pela Prefeitura são consideradas graves e podem , como revelou a coluna, resultar até na demissão do guarda.

















