Polícia quer ouvir Campopiano por invasão com pés de frango em sindicato
Polícia Civil apura suspeitas de violação de domicílio e constrangimento ilegal em protesto com arremesso de pés de frango na capital de SP

Eleita deputada estadual com 1,9 milhão de votos, Maria Eduarda Campopiano Monteiro (PL) terá de prestar esclarecimentos à Polícia Civil por suspeita de participar da invasão de um sindicato, onde manifestantes teriam arremessado pés de frango contra funcionários.
A determinação consta em despacho dessa quinta-feira (8/10), assinado pela delegada Aline de Lima e Lins Rocha, do 3º DP (Campos Elíseos).
O inquérito da Polícia Civil, obtido pela coluna, apura suspeitas de violação de domicílio e constrangimento ilegal, após um protesto realizado em 14 de janeiro, na sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), na Praça da República, centro da capital paulista.
Pés de frango e intimidação
Segundo representação encaminhada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), Campopiano e o vereador Kleber Ribeiro Galvão de Souza (PL), de Guarulhos, estavam à frente de cerca de 15 pessoas que entraram no sindicato.
O grupo teria proferido expressões agressivas e intimidatórias contra a entidade, o presidente Lula (PT) e partidos de esquerda, além de lançar pés de frango contra trabalhadores.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPor meio de sua assessoria jurídica, Eduarda Campopiano afirmou que ainda não foi notificada sobre o inquérito policial. “Uma vez notificados, iremos seguir todas as exigências legais”. Kléber Galvão não foi localizado. O espaço segue aberto para manifestações.
Investigação após nove meses
A Polícia Civil também determinou, na quinta-feira, a cobrança urgente de imagens e informações solicitadas ao sindicato em fevereiro, ainda pendentes de resposta nos autos.
Para ouvir os dois políticos, a delegada ordenou a expedição de cartas precatórias, destinadas à coleta dos depoimentos em outras cidades.
A investigação ainda não foi concluída. Não há denúncia criminal contra os parlamentares nos documentos analisados.











