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Alfredo Henrique

PM paulista orienta tropa a vencer “guerra da informação” nas redes sociais

Cartilha orienta policiais a divulgar ocorrências rapidamente e afirma que “a guerra só termina quando a versão oficial prevalece”

16/09/2026 14:59
Reprodução/Instagram
Policiais militares de São Paulo fardados e em formação - Metrópoles

A Polícia Militar de São Paulo criou uma cartilha para orientar a tropa a registrar e divulgar ocorrências nas redes sociais com uma preocupação que vai além da qualidade das imagens. No documento, obtido pela coluna, a corporação explica como disputar a narrativa sobre as ações da corporação no ambiente virtual.

Nas considerações finais, tratadas no documento como ponto estratégico da comunicação, a PM afirma que o Instagram institucional “não é vitrine para ganhar curtidas, é ferramenta de combate”. A corporação diz ainda que uma ocorrência bem-sucedida nas ruas pode ser “anulada em minutos no campo informacional” caso sua versão não seja a primeira a chegar ao público.

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Em cartilha são dados orientações do que evitar e o que priorizar
Militares defendem pretendem se defender de construção de narrativas
Corporação paulista vê rede social como campo de batalha
Apresentação de conteúdo está entre os itens abordados
PMs são orientados a seguir dicas de "ouro"
Edição e inclusão de legendas são também destacados no material
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Edição e inclusão de legendas são também destacados no material

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Em cartilha são dados orientações do que evitar e o que priorizar
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Em cartilha são dados orientações do que evitar e o que priorizar

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Militares defendem pretendem se defender de construção de narrativas
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Militares defendem pretendem se defender de construção de narrativas

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Corporação paulista vê rede social como campo de batalha
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Corporação paulista vê rede social como campo de batalha

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PMs são orientados a seguir dicas de "ouro"
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PMs são orientados a seguir dicas de "ouro"

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“Guerra da informação”

Em um trecho da cartilha é afirmado que se a PM perder a “guerra da informação”, a vitória obtida nas ruas perde efeito porque o apoio da sociedade e a legitimidade da instituição seriam atingidos.

O manual também alerta que ações policiais podem ser apresentadas de forma que “transformem o policial em vilão” e sustenta que a rede social deve impedir que o sucesso de operações seja “roubado por narrativas de quem quer enfraquecer a polícia”.

Versão oficial

A orientação é a de que policiais pensem previamente no conteúdo, no público e no objetivo da publicação. A cartilha recomenda mostrar o impacto da ocorrência na vida do cidadão e explorar o chamado “triálogo”, constituído pela polícia e população unidas contra um inimigo comum, definido como “o crime, a desordem e a insegurança”.

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No encerramento, a PM resume a lógica do documento na qual “a guerra só termina quando a versão oficial prevalece” e, se a corporação não ocupar o espaço digital, “o inimigo ocupará”.

Dicas do que fazer e evitar

Para capacitar seus policiais nessa batalha virtual, com consequências no plano da realidade, a corporação instrui a tropa, por meio da cartilha, sobre como captar e apresentar os registros.

As recomendações sobre o que deve ser evitado ou priorizado vão desde limpar a lente dos celulares, para garantir maior nitidez das imagens, até usar um segundo aparelho ou mesmo um microfone para melhorar a captação do áudio.

Também constam na cartilha orientações sobre a edição do conteúdo e sobre a importância de fisgar o público logo no início. Segundo o próprio documento da corporação, os três primeiros segundos de um vídeo “valem ouro”.