Ex-policial é preso após tentar matar engenheira, aposentada e casal
Ex-agente foi desligado da Polícia Civil de São Paulo após o fim de estágio na instituição; ele atirou contra vítimas sem motivo aparente

O ex-policial civil João Paulo Farah (imagem em destaque) foi preso em flagrante, na tarde desta quarta-feira (26/8), suspeito de tentar matar a tiros, sem motivo aparente, uma aposentada, uma engenheira e um casal.
As tentativas de homicídio ocorreram na zona leste paulistana, em um raio de distância pequeno entre eles.
Fontes policiais que acompanham o caso afirmaram à coluna, em sigilo, que o suspeito não chegou a ser efetivado como policial, após o estágio.
Tiros contra engenheira
O primeiro caso atribuído ao ex-policial ocorreu por volta das 9h15 dessa terça-feira (25/8), na altura do numeral 1000 da Avenida Conde de Frontin, nas imediações da estação Penha do Metrô.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA vítima, uma engenheira de 54 anos, relato à polícia que seguia com seu carro, no viaduto da Vila Matilde, quando um Volkswagen Gol, preto, a emparelhou, invadindo a faixa zebrada.
Nesse momento, o condutor do Gol atirou, perfurando cinco vezes o carro, dos quais quatro no lado do passageiro e um no para-brisa. A vítima não se feriu.
Aposentada ferida na perna
Cerca de 35 minutos depois, uma aposentada 73 anos foi ferida com um tiro na perna, quando era levada pelo marido, 75 anos, para uma consulta médica.
Ambos ocupavam um Honda City, na região do Parque São Jorge, quando o marido ouviu “repentinamente” barulho de disparos de arma de fogo.
Ele então percebeu que o carro havia sido atingido, da mesma forma que a esposa, levando-a na sequência ao Hospital Municipal do Tatuapé, onde foi atendida. O carro das vítimas foi perfurado três vezes.
Casal baleado e hospitalizado
Um casal foi ferido a tiros, por volta das 6h15 desta quarta-feira (26/8), após um carro de cor escura emparelhar com o veículo das vítimas, na altura do número 62 da Rua Sinanduva, no bairro Vila Marieta.
Em depoimento à Polícia Civil, a vítima do sexo masculino, de 45 anos, afirmou que o carro preto fugiu do local após o ataque.
Ele foi ferido de raspão na coxa e antebraço direitos. Já sua esposa, de 46 anos, teve a mão direita transfixada por um dos disparos.
Ambos foram primeiramente atendidos por policiais militares, até a chegada de uma ambulância, que os encaminhou ao Hospital Nippo-Brasileiro.
O homem foi atendido e liberado e sua esposa foi internada, para a realização de uma cirurgia na mão ferida com o tiro.
Prisão
Após os ataques de terça, a Polícia Civil investigou os casos, levantando a possível relação entre eles, incluindo o desta quarta-feira.
Policiais do 24º DP (Ponte Rasa) localizaram o ex-policial e com ele distintivo, uma pistola calibre ponto 40, uniforme da Polícia Civil, além de cordas e um fuzil de airsoft. Ele ainda estava com uma carteira baixada da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Investigadores levantaram que o suspeito também estaria envolvido em furtos no condomínio onde reside, cuja localização não foi informada.
João supostamente teria problemas com abuso de drogas e, segundo uma fonte que acompanha o caso, “estaria desviado” no momento dos ataques. A defesa dele não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.












