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Alfredo Henrique

“Caixinha da alegria”: dinheiro vivo bancava liberação de cargas, diz MPSP

Sidiclei da Costa Almeida teria intermediado pagamentos a policiais e enviado foto de caixa recheada de dinheiro

28/08/2026 12:40
Reprodução/MPSP
Maços de dinheiro em caixa de papelão

Uma caixa de papelão recheada com maços de dinheiro ganhou um apelido nada discreto nas conversas investigadas pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo.

A expressão “caixinha da alegria” teria sido usada pelo advogado Sidiclei da Costa Almeida, preso nesta sexta-feira (28/8), ao prestar contas de valores arrecadados para um suposto “acerto” com policiais civis envolvidos na liberação de cargas de eletrônicos de descaminho. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), ele chegou a enviar uma fotografia da caixa com as cédulas (imagem em destaque).

“Caixinha da alegria”: dinheiro vivo bancava liberação de cargas, diz MPSP - destaque galeria
6 imagens
Viatura escolta carga em rodovia de SP
Carro a Polícia Civil durante escolta de carga de descaminho
Parte da propina era paga em dinheiro vivo
Policial civil Vagner Ramalho
Empresário Thiago Marcel Magnabosco
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Reprodução/MPSP
Viatura escolta carga em rodovia de SP
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Viatura escolta carga em rodovia de SP

Reprodução/MPSP
Carro a Polícia Civil durante escolta de carga de descaminho
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Carro a Polícia Civil durante escolta de carga de descaminho

Reprodução/MPSP
Parte da propina era paga em dinheiro vivo
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Parte da propina era paga em dinheiro vivo

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Policial civil Vagner Ramalho
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Policial civil Vagner Ramalho

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Empresário Thiago Marcel Magnabosco
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Empresário Thiago Marcel Magnabosco

Reprodução/Instagram

Do Pix ao dinheiro vivo

O Gaeco sustenta que Sidiclei atuava como intermediário entre o empresário Thiago Marcel Magnabosco, até o momento foragido, e agentes públicos. Ele teria negociado valores, fornecido chaves Pix e cobrado a conclusão dos pagamentos.

No episódio de agosto de 2024, a propina teria chegado a R$ 700 mil, com parte paga por transferências e o restante em espécie. Sidiclei também teria cobrado R$ 35 mil em honorários e registrado entre os serviços a expressão “resolução de problemas relacionados à apreensão [acerto] (veja galeria acima)”.

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Dinheiro e escolta

Depois do pagamento, segundo a investigação, o advogado ainda acompanhou a retirada da carga. A mercadoria teria deixado a região sob escolta de uma viatura da Polícia Civil, para evitar uma eventual abordagem da Polícia Rodoviária Federal.