“Caixinha da alegria”: dinheiro vivo bancava liberação de cargas, diz MPSP
Sidiclei da Costa Almeida teria intermediado pagamentos a policiais e enviado foto de caixa recheada de dinheiro

Uma caixa de papelão recheada com maços de dinheiro ganhou um apelido nada discreto nas conversas investigadas pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo.
A expressão “caixinha da alegria” teria sido usada pelo advogado Sidiclei da Costa Almeida, preso nesta sexta-feira (28/8), ao prestar contas de valores arrecadados para um suposto “acerto” com policiais civis envolvidos na liberação de cargas de eletrônicos de descaminho. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), ele chegou a enviar uma fotografia da caixa com as cédulas (imagem em destaque).
Do Pix ao dinheiro vivo
O Gaeco sustenta que Sidiclei atuava como intermediário entre o empresário Thiago Marcel Magnabosco, até o momento foragido, e agentes públicos. Ele teria negociado valores, fornecido chaves Pix e cobrado a conclusão dos pagamentos.
No episódio de agosto de 2024, a propina teria chegado a R$ 700 mil, com parte paga por transferências e o restante em espécie. Sidiclei também teria cobrado R$ 35 mil em honorários e registrado entre os serviços a expressão “resolução de problemas relacionados à apreensão [acerto] (veja galeria acima)”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDinheiro e escolta
Depois do pagamento, segundo a investigação, o advogado ainda acompanhou a retirada da carga. A mercadoria teria deixado a região sob escolta de uma viatura da Polícia Civil, para evitar uma eventual abordagem da Polícia Rodoviária Federal.
















